A andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) é das andorinhas que apresentam maior distribuição pelo mundo. Também apresentam populações bastante numerosas, sendo conhecidas por quase todas as pessoas. São consideradas cerca de 6-8 sub-espécies pela comunidade científica. Podem ser encontradas em grande parte da América do Norte e por quase todo o continente europeu e asiático, durante a época de acasalamento. Fora deste período, as populações encontram-se na áfrica central e meridional, em grande parte da américa central e do sul e no sul e sudeste asiático.

Uma andorinha-das-chaminés (H. rustica rustica) a cantar. Autor: Charles J. Sharp.
Os machos adultos possuem uma cor azul iridescente em grande parte do corpo (cabeça, costas e parte das asas) e possui uma cauda bastante bifurcada preta, tal como o resto das asas. O resto do seu ventre é mais claro. Outras sub-espécies podem apresentar cores ligeiramente diferentes. Possuem uma envergadura de asa de 32-34,5 cm e pesam cerca de 16-22 g. Têm um comprimento de 17-19 cm, sem contar com a cauda que tem cerca de 2-7 cm de comprimento. As fêmeas adultas são semelhante aos machos, só que possuem caudas mais curtas e o seu ventre é mais pálido.

Um progenitor a alimentar uma andorinha-das-chaminés juvenil, num parque em Osaka. Autor: Laitche.
Alimentam-se principalmente de insectos.
A andorinha-das-chaminés possui um padrão de vôo bastante reconhecível, com as asas pontiagudas, a cauda bifurcada e o vôo aos zigue-zague. São conhecidas por fazerem ninhos nos cantos superiores de varandas ou debaixo dos telhados. A expansão da distribuição da andorinha-das-chaminés deveu-se especialmente ao aumento das zonas urbanas, com mais lugares de nidificação. Comunicam entre si através de diversas vocalizações e sons.

Uma andorinha-das-chaminés da sub-espécie H. r. erythrogaster, em Juanita, no estado de Washington, E. U. A. Autor: J. J. Cadiz.
O estatuto de conservação da andorinha-das-chaminés é pouco preocupante

Crias de andorinha num ninho. Autor: Alves Gaspar.
Os seus habitats encontram-se principalmente em zonas baixas ou perto de sopés de montanhas, com áreas muito abertas e com água por perto. Naturalmente, montavam os seus ninhos em cavernas ou nas paredes de penhascos. Agora aproveitam os diversos edifícios humanos. A andorinha-das-chaminés monta o seu ninho com forma de taça, utilizando lama, relva e a sua saliva. Em Maio-Junho (Verão), a fêmea deposita 3-7 ovos no seu ninho.
Com o aproximar do Inverno, as andorinhas abandonam os seus terrenos de reprodução e migram em direção para o sul.
Fontes: National Geographic, Wikipedia

