As anémonas-do-mar são predadores marinhos coloridos pertencentes à ordem Actiniaria. Possuem o mesmo nome que as flores terrestres anémonas, do género Anemone. São pólipos urticantes que passam a maior parte da sua vida agarrados a rochas no fundo do mar ou a recifes de coral, enquanto esperam por um peixe que nade mais próximo, apanhando-o com os seus tentáculos venenosos. A anémona-do-mar é um parente próximo dos corais, medusas, hidras e esponjas-do-mar.
Os seus corpos são constituídos por um pé discal adesivo, um corpo cilindrico e vários tentáculos que rodeiam a boca central. Os seus tentáculos são constituídos por cnidocistos, que possuem vesículas com um filamento em forma de arpão. Este é espetado na vítima e injecta várias toxinas, incluindo uma neurotoxina paralizante, quando esta toca ligeiramente num dos tentáculos. De seguida, a presa paralizada é guiada até à boca da anémona. Esta toxina é extremamente tóxica para camarões e peixes.

Uma pintura que retrata vários exemplos de anémonas-do-mar. Autor: Giacomo Merculiano, 1893.
Existem mais de 1.000 espécies de anémonas-do-mar que podem ser encontradas por todos os oceanos do planeta e a variadíssimas profundidades. Existe uma maior variedade de anémonas, incluindo espécies de maiores dimensões, nas águas tropicais costeiras. Podem ter as mais variadas cores e pode haver indivíduos com cerca de 1.25 cm até 1.8 m de comprimento. Algumas espécies podem viver até cerca de 50 anos.
Certas anémonas formal relações simbióticas com algas verdes, tais como os corais. Em troca da proteção das algas à exposição solar, a anémona recebe oxigénio e açúcar, produtos resultantes da fotossíntese das algas.

Um indivíduo da espécie Actinoscyphia aurelia. Fonte: NOAA Photo Library.
Outras formam relações simbióticas mais conhecidas com peixes-palhaço. Estes peixes estão protegidos por uma camada mucosa que os torna imune aos harpões das anémonas. Desta forma, os peixes-palhaço vivem escondidos por entre os tentáculos da anémona-do-mar, sendo protegido de potenciais predadores e as anémonas alimentam-se também de restos das refeições dos peixes-palhaço.
A maior parte das anémonas-do-mar não são perigosas para humanos, porém há espécies bastante tóxicas e letais, especialmente certos indíviduos do género Actinodendron, Phyllodiscus e Stychodactyla.
Fonte: Wikipedia, National Geographic


