O eritritol ((2R,3S)-butan-1,2,3,4-tetraol) é um açúcar é utilizado como aditivo alimentar. Também conhecido por eritrol, eritoglucina, eriglucina, eritromanite ou ficite, este poliálcool encontra-se naturalmente presente em alguns frutos e alimentos fermentados. Foi descoberto em 1848 pelo químico escocês John Stenhouse. A nível industrial, o eritritol produzido a partir da fermentação da glucose pela levedura Moniliella pollinis.
Características Físico-Químicas
Do ponto de vista químico, o eritritol é um sólido cristalino de cor branca e sabor doce. É 60 a 70% tão doce como a sacarose (açúcar), no entanto não é calórico. Tem fórmula C4H10O4 e uma massa molar de 122,12 g / mol. Tem um ponto de fusão de 119-124 ºC, um ponto de ebulição de 329-331 ºC e uma densidade relativa de 1,45. É muito solúvel em água (a solução saturada contém cerca de 61% m/m). É ligeiramente solúvel em piridina (a solução saturada contém cerca de 2,5% m/m) e em álcool. É praticamente insolúvel em éter e em benzeno. É um composto que tem elevada estabilidade térmica e química e resiste à decomposição em meio ácido e alcalino (mantém-se estável por períodos prolongados a valores de pH entre 2 e 10). Tem um valor de pKa de 13,903 (18 ºC).
Aplicações
O eritritol tem um tremendo efeito de arrefecimento quando se dissolve em água, isto é, a reacção de dissolução deste em água é endotérmica. Devido a este efeito, este costuma ser combinado com o aroma a menta em produtos alimentares para criar a sensação de frescura. No entanto, este efeito só se observa quando o eritritol não se encontra já dissolvido.
O eritritol é frequentemente usado como meio de distribuição de adoçantes de elevada intensidade, em especial os derivados do stevia. Este é também utilizado em misturas com outros compostos que exibem características similares às do açúcar para imitar a sensação do açúcar na boca. No entanto, o eritritol tem maior propensão para cristalizar, pelo que às vezes há a necessidade de se adicionarem compostos para contrariarem essa tendência.
A inulina costuma ser combinada com eritritol, pois esta, quando dissolvida, liberta calor (reacção exotérmica) e tem a característica de prevenir a cristalização de substâncias. A glicerina é também usada para os mesmos fins que a inulina.
Consumo e Efeitos adversos
No corpo humano, a maioria do eritritol é absorvido para a corrente sanguínea no intestino delegado e este é excretado pelo trato urinário, principalmente na forma não modificada. Cerca de 10% entra no cólon. Como 90% do eritritol é absorvido antes de entrar no intestino grosso, normalmente não tem efeitos laxativos. No entanto, doses extremamente elevadas podem levar a náuseas e borborigmo. Raramente o eritritol causa urticária.
Comparando com outros açúcares poliálcoois, este é muito mais difícil de ser digerido por parte da flora intestinal, pelo que tem menor propensão para causar acumulação de gás e mal-estar intestinal. Como o eritritol não é metabolizável pelas bactérias da cavidade oral, este não contribui para a degradação dos dentes.
Fontes: Wikipédia | ChemSpider | PubChem

