Anelosimus eximius é uma espécie de aranha social pertencente ao género Anelosimus, que por sua vez pertence à família dos Teridídeos, à qual fazem também parte aranhas como as viúvas-negras. São nativas às Antilhas Menores e a uma região entre o Panamá e a Argentina. As suas colónias podem ser compostas por várias centenas de indivíduos, maioritariamente fêmeas, enquanto os machos compõe cerca de 5-22% da colónia. A colónia é muito mais equalitária quando comparando com as colónias de abelhas, vespas ou aranhas, visto que todas as aranhas conseguem reproduzir-se e realizar qualquer tipo trabalho.
Anelosimus eximius é classificado como uma espécie de aranhas sociais, pois os indivíduos desta espécie formam colónias, onde todos participam e tomam conta das crias e cooperam para capturar presas que fiquem presas na sua teia, permitindo que consigam capturar presas muito maiores (algo que apenas um único indivíduo não seria capaz de o fazer). Estas aranhas apresentam uma tonalidade acastanhada.
As suas teias não capturam muitas presas, mas as presas apanhadas são significativamente maiores comparando com outras presas capturadas nas teias de espécies de aranha anti-sociais ou sociais individuais. Desta forma, a colónia consegue apanhar presas que satisfaçam todos os seus indivíduos. As teias podem apresentar cerca de 7,6 m de comprimento e 1,5 m de largura, onde todas as aranhas auxiliam na sua manutenção, e podem ocupar canópias inteiras.
Anelosimus eximius produzem também poucos sacos de ovos, porém cada saco contém mais crias comparativamente com sacos de ovos de aranhas de outra espécie.
Os cientistas não sabem ao certo como este comportamento social terá evoluído num animal tipicamente solitário. A falta de discriminação contra crias externas/desconhecidas leva a duas suposições: que esta característica já existiria na espécie ancestral que lhe deu origem ou que a espécie teve de ultrapassar a discriminação de forma a conseguir obter este comportamento social. Através de estudos em espécies sociais e sub-sociais relativamente a reações a crias desconhecidas, os cientistas descobriram que as espécies não o tinham de ultrapassar a discriminação, visto que tanto as espécies sociais e sub-sociais não demonstraram nenhum comportamento discriminatório.
Fonte: Wikipedia, IFLScience




