Os Imbondeiros são árvores pertencentes ao género Adansonia, com nove espécies: seis nativas da Ilha de Madagáscar, duas do Continente Africano e Médio Oriente e uma da Austrália. São árvores que se distinguem das restantes pela presença de um grosso tronco, que pode chegar a ter um diâmetro de 7-11 metros e uma altura de 5-30 metros.
Foi descrita pela primeira vez por Michel Adanson, um naturalista e explorador francês.
Habitam territórios áridos e muito quentes, habitat com condições de sobrevivência muito extremas, onde existe pouca água disponível ao longo de quase todo o ano. São árvores de folha caduca, que caem quando se aproxima a estação seca. Em certas savanas e noutros habitats, os imbondeiros são das espécies que predomina e sobrevive nessas zonas.

Adansonia grandidieri, uma espécie típica de Madagáscar. Os imbondeiros têm um aspeto bastante carcaterístico.
A árvore com maior diâmetro de tronco é um imbondeiro localizado na África do Sul, com uma circunferencia máxima de 34 metros. Os imbondeiros apresentam largos troncos, pois de forma a sobreviverem à estação seca, eles acumulam até cerca de 100 mil litros de água dentro dos seus troncos.
Os imbondeiros produzem aneis de crescimento muito ténues, anualmente, mas não são um método correto para determinar a idade das espécies, pois são difíceis de contar e podem desvanecer-se com o envelhecimento da madeira. Datação com carbono-14 permitiu a obtenção de informação relativamente a alguns espécimens. Um imbondeiro da espécie Adansonia digitata, chamado Grootboom, foi datado e descobriu-se que tinha cerca de 1275 anos, sendo uma das angiospermas mais velhas existentes atualmente.
Os frutos são do tamanho de cocos e contêm um miolo seco agridoce, rico em vitaminas e minerais. O sumo deste fruto é obtido quando o miolo é fervido em água quente e depois é refrigerado, de forma a beber-se frio. O miolo é também reduzido a pó e usado como especiaria na culinária.
Fonte: Wikipedia (1), (2)

