As rochas mais antigas alguma vez descobertas no nosso Sistema Solar datam de há 4,57 mil milhões de anos, o que indica que a Terra formou-se depois. No entanto, determinar a data exata da formação do planeta é um trabalho muito difícil.
Um estudo recente, apresentado por uma equipa de geoquímicos franceses da Universidade de Lorraine na Conferência de Geoquímica de Goldschmidt, revelou que a Terra e a Lua poderão ser 60 milhões de anos mais velhas.
Não existem muitas pistas geológicas sobre há quanto tempo o nosso planeta se formou, dado que grande parte dele sofreu alterações desde essa altura até à actualidade. Uma vez que não existem estratos geológicos dessa época, a datação tem que ser feita através de outras técnicas, tais como a análise dos isótopos de diferentes gases presos em amostras de rocha.
Ao analisarem os isótopos de xénon presos numa amostra de quartzo da Austrália com 2,7 mil milhões de anos e numa amostra de quartzo, da África do Sul, com 3,4 mil milhões de anos, a equipa verificou que os dados obtidos deslocavam o hipotético Big Splash 60 milhões de anos mais para trás na escala cronológica da Terra.
“Não é possível datar com exactidão a formação da Terra. O que este trabalho nos permite mostrara é que a Terra é uns 60 milhões de anos mais antiga do que pensávamos”, explicou o investigador Guillaume Avice.
Acredita-se que quando o Sistema Solar estava a formar-se um planeta com as dimensões do planeta Marte colidiu com a proto-Terra que os destroços foram expelidos para o Espaço e que estes coalesceram e deram origem à Lua – Big Splash. Isto teria que ter ocorrido antes da formação da atmosfera, senão esta teria sido completamente obliterada aquando da colisão. Anteriormente pensava-se que a atmosfera ter-se-ia formado 100 milhões de anos depois deste evento, mas estes novos dados sugerem que esta se tenha formado apenas 40 milhões de anos após a colisão.
Fontes: IFLScience | DN


