Um novo artigo, publicado hoje, revela que a equipa de investigação em causa manipulou uma estirpe microbiana por forma a incorporar mais um novo tipo de par de bases (X—Y), que soma às então conhecidas A(adenina)—T(timina) e C(citosina)—G(guanina).

Panorama esquemático de uma molécula de DNA (cadeia dupla) e RNA (cadeia simples) e respectivas possibilidades de codificação para aminoácidos, antes e depois da incorporação dos novos nucleótidos.
O que se conhece é que todas as entidades vivas armazenam de forma permanente ou transiente a sua informação genética em moléculas de DNA ou RNA que podem ser de cadeia simples ou dupla, sendo que o código baseava-se na organização e sequência de 4 nucleótidos diferentes, A, T, G e C. Neste momento temos mais dois nucleótidos, X e Y, que foram introduzidos por meio de cultura, sendo que os mesmos foram incorporados para a replicação e transcrição da entidade viva usada.
Potencial para o futuro
Esta descoberta abre caminho para a incorporação de novos aminoácidos nas proteínas que aumentaram o repertório atualmente existente, de 20 aminoácidos codificantes (para a maioria das espécies). Assim, poder-se-á abrir mais uma porta na procura por novas proteínas e biomateriais para uso industrial ou farmacológico.
Fonte: Science
