Um grupo de investigadores canadianos, utilizou uma técnica de estimulação cerebral profunda em 6 pacientes que padeciam da doença de Alzheimer. Este método consistiu no envio de impulsos eléctricos para o cérebro dos pacientes através de eléctrodos implantados. Estes foram instalados perto do fórnix dos doentes sendo que os investigadores aplicaram impulsos eléctricos 130vezes por segundo com o intuito de reverter o quadro degenerativo.
Em dois dos seis pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória para além de ter parado de encolher, voltou a crescer. Nos restantes quatro doentes apesar da mesma área não ter voltado a aumentar o processo de deterioração parou por completo.
Nos pacientes que sofrem de Alzheimer a degradação do hipocampo está relacionada com alguns dos primeiros sintomas como a desorientação e a perda de memória. Imagens cerebrais mostraram ainda que o lobo temporal, onde se encontra o hipocampo e o cingulado posterior, usa uma quantidade de glucose abaixo do normal. Desta forma pensa-se que estas se encontram desligadas e as duas têm um papel relevante na memória.

Fonte: api.ning
Ao fim de um ano foram efectuados novos testes que mostraram que a redução da glucose tinha sido revertida. É esta a descoberta que pode abrir novos horizontes na descoberta de novos tratamentos para a Alzheimer. No entanto, os investigadores admitem que esta técnica ainda necessita de mais investigação para ser considerada conclusiva. Esta equipa vai agora dar início a um novo teste com mais 50 pessoas.
Fonte: Ciência Hoje

