Sem dúvida que existem várias pessoas influentes, mesmo que não ocupem um cargo de direção. Exemplos são aconselhandos políticos, liderando um movimento social qualquer ou ditando tendências de mais diversas áreas. No jornalismo, por exemplo, existem pessoas responsáveis por reger aquilo que pode ou não ser publicado em determinado canal mediático.
Mas outra classe de críticos tem se mostrado relevante no núcleo das estratégias de marketing das empresas, são os “growth hackers”, capazes de alavancar tendências, aconselhar executivos e direccionar o comportamento para determinados produtos e/ou serviços do mercado.
A “guerra” entre os gestores finaneceiros Wint e Wasabe, da qual a Wint saiu com bastante sucesso deveu-se, principalmente às críticas positivas de Noah Kagan. Através do Twitter e do seu blog, Kagan mobilizou diversos internautas listando pontos em que o aplicativo Wint supera (na opinião dele) o Wasabe. O efeito dos comentários desse “growth hacker” gerou uma reação em cadeia. Isto porque o aplicativo elogiado foi arrematado pelos consumidores.
Danielle Morrill, outra “growth hacker”, publicou há alguns meses um texto bastante ácido sob o título de “Porque propagandas em telemóveis “enchem o saco”, dê uma perspectiva de marketing”. Neste artigo, Danielle publica um gráfico provando que a eficácia (em termos financeiros) dos anúncios feitos em telemóveis é praticamente nula. Sua perspectiva foi ouvida também por uma legião, fazendo com que o tema figurasse discussões sobre estratégias de mercado.
Outro bom exemplo acerca deste tema é o trabalho de Andy Johns, gerente de produção e marketing de internet que conta com passagens pelas empresas Facebook, Twitter e Quora. Quando questionado sobre as funções da equipa de “growth hackers” do Facebook, o especialista em estratégias de crescimento virtual listou cinco pontos que respondem, de forma condensada, à pergunta feita. Em resumo, os “growth hackers” fazem o seguinte:
- Estatísticas e ciência de dados: processo que se concentra na análise de grandes quantidades de dados que, depois de recolhidos, podem apontar tendências, respostas a testes, etc.;
- Aquisição direta de marketing: concentra o foco sobre determinados canais de comunicação (como SEO, PPC e email) com a intenção de optimizá-los;
- Desenvolvimento de produtos: estes profissionais podem também participar no desenvolvimento de certos produtos ou serviços. No Facebook, por exemplo, aplicativos online e o suporte via plataforma passaram, de certa forma, pela equipa de “growth hackers”;
- Cultura: determinados embates ideológicos (como discussões que colocam frente a frente religião e ciência) podem, por vezes, impedir o desenvolvimento de uma empresa. Cabe à equipe de especialistas, então, encontrar um tipo de canal comum de comunicação a essas classes de utilizadores, um espaço onde ambas as culturas possam conviver de modo pacífico;
- Contratação: os “growth hackers” estão envolvidos de forma intensa nas contratações feitas pelas empresas. “É muito mais fácil contratar grandes talentos de outras companhias quando você prova que o seu produto está fazendo sucesso”, como escreve Andy Johns.
Portanto, os “growth hackers” (pessoas sempre populares no meio online) trabalham com o intuito de dar visibilidade a determinados produtos e serviços, optimizando também as estratégias de marketing e desenvolvimento das empresas.
A lista abaixo apresenta 10 “growth hackers” muito influentes na opinião dos internautas:
- Sean Ellis (@seanellis): “encontre um growth hacker para o seu startup”;
- Danielle Morrill (@danellemorrill): “por que propagandas em mobiles ‘enchem o saco’, de uma perspectiva de marketing”;
- Noah Kagan (@noahkagan): “como o Mint bateu o Wasabe”;
- Hiten Shah (@hnshah): “distribuição hacking B2B”;
- Andrew Chen (@andrewchen): “growth hacker é o novo marketing VP”;
- Dan Martell (@danmartell): “a arte e a ciência do hacker de crescimento”;
- Akash Garg (@akashgarg): “statups vs enterprise”;
- Greg Tseng (@gregtsend): entrevista com o growth hacker Greg Tseng”;
- Evan Solomon (@evansolomon): “seja gentil com o seu growth hacker”; e
- Jesse Farmer (@jfarmer) “o valor de um encaminhamento de ‘social commerce’”.
Os quatro que se seguem, são já uma referência a nível mundial,
- Neil Patel (@neilpatel): cofundador da KISSmetrics;
- Ivan Kirigin (@ikirigin): responsável por ajudar a Dropbox a crescer 12 vezes mais;
- Elliot Shmukler (LinkedIn): auxiliou o LinkedIn a passar de 20 milhões para 200 milhões de usuários; e
- Josh Elman (@joshelman): atuou no Twitter durante seu período de maior expansão.
Na maior parte das vezes, é assim que grandes serviços e/ou produtos são lançados e atingem imediatamente o sucesso à escala planetária.
Fonte: Tecmundo


