O Dingo (Canis lupus dingo) é uma sub-espécie de lobo (tal como o cão doméstico) que se encontra selvagem e não domesticado na Austrália e no sudeste asiático. Os cientistas acreditam que os dingos australianos descendem de mamíferos asiáticos da mesma espécie e que foram introduzidos no continente há 3,000-4,000 anos atrás. Estes carnívoros podem chegar a medir 1,2 m de altura e apresentam uma pelagem amarelada ou avermelhada. Hoje em dia, há mais dingos na Austrália do que a altura em que os europeus aqui chegaram.
Porém actualmente a qualidade genética do dingo está a ser gradualmente comprometida, os dingos acasalam com cães domésticos originando híbridos. De acordo com estudos feitos, mais de 1/3 dos dingos do sudeste australiano é um híbrido. Também após a análise de aminoácidos e DNA chegou-se à conclusão que o dingo é mais semelhante ao cão doméstico que ao lobo ou ao coiote.
Estes canídeos podem viver sozinhos ou em pequenas famílias até 10 animais, como tal ou caçam sozinhos ou em grupos. De qualquer modo, a caça é oportunista e o dingo alimenta-se principalmente de coelhos, roedores, aves e lagartos. Também faz parte da sua dieta, frutas e plantas.
São muitas vezes considerados pragas, pois os dingos costumam matar também gado, tornando difícil a sua protecção. Os seus primos asiáticos costumam vasculhar no lixo humano à procura de alimento.
Comunicam por uivos (tal como os lobos) e também ladram, só que estes são de pouca variedade. Possuem vários outros maneirismos de cães, tais como dar prioridade ao cheiro e até o modo de reconhecimento de outros dingos, locais, etc… E ao contrário do lobo, o dingo reage a pistas sociais e aos gestos humanos.
Acasalam apenas uma vez por ano, entre Abril e Junho. As fêmeas dão à luz a cinco crias, que só se tornam independentes por volta dos 7 meses. A matilha é governada por um par alfa, que normalmente são os únicos cujas crias têm a sobrevivência assegurada. As restantes fêmeas normalmente têm falsas gravidezes e ajudam a tomar conta das crias. Muitas vezes, as fêmeas dominantes matam as crias das outras fêmeas.
Luís M. Tavares




