Segundo a Teoria da Evolução os seres vivos são capazes de desenvolver novas características para se adaptarem a um novo ambiente, ou simplesmente para melhorar as suas condições de vida. Este processo é extremamente moroso e requer uma passagem de tempo equivalente a um elevadíssimo numero de gerações para que seja desenvolvida pela menos uma característica nova.
Nos seres vivos mais complexos e com uma maior esperança de vida este processo leva milhares de anos, mas para seres unicelulares, cuja esperança de vida é muito reduzida a evolução é relativamente rapido (em relação à nossa esperança média de vida).
Esta é a causa da existência de novas vacinas para a gripe todos os anos – o virus da gripe sofre mutações e torna-se mais resistente aos ataques imunologicos usados pelo nosso organismo para se defender anteriormente. No entanto esta é uma mudança relativamente pequena.
Na Michigan State University foi observado um grande salto evolutivo numa colónia de bactérias E. Coli após 25 anos em cultura (mais de 56000 gerações) – esta colónia desenvolveu uma característica ate então nunca observada em qualquer E. Coli, a capacidade de usar o citrato (ou ácido citrico) como fonte de alimento. A incapacidade da E. Coli para usar o citrato é algo que nos ajuda a distingui-la de outras espécies bacterianas, tornando esta descoberta especialmente importante – se fizermos uma comparação com seres multicelulares mais complexos, o desenvolvimento desta capacidade é comparável ao desenvolvimento de asas ou olhos.
A colónia era alimentada com uma solução de baixa concentração de glucose, mas que continha uma grande quantidade de citrato, o que permitiu este desenvolvimento.
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Fonte: ScienceNews
Mais informações sobre a E. Coli : Bioquell
