O telescópio espacial Hubble registou os primeiros momentos de uma colisão frontal entre dois grandes “clusters” (aglomerados) de estrelas. O impacto está a ocorrer dentro de uma espécie de “fábrica” de estrelas gigante com 25 milhões de anos, conhecida como a Nebulosa da Tarântula. Esta nebulosa encontra-se a uma distância de 170 000 anos-luz da Terra e está dentre da Grande Núvem de Magalhães, uma galáxia pequena vizinha da Via Láctea.
Fonte: E. Sabbi, STScI/ESA/NASAElena Sabbi, investigadora chefe do “Space Telescope Science Institute”, dise que os cientistas acreditam que a fusão está ocorrendo e qye demorará cerca de 3 milhões de anos até que fique concluída. O maior “cluster” que contém cerca de 52 000 estrelas ficou torcido, como se fosse alongado, enquanto que o menor (apenas 10 000 estrelas) nunca tinha sido identificado, até agora. Durante a pesquisa foram encontrados objetos que se fundem, bem como outros que são designados de fugitivos, porque abandonam o “cluster” a que pertenciam. A velocidade de saída destas estrelas é de cerca de 100 000 km/h.
A compreensão destas estrelas fugitivas são uma porta para que novos dados sejam introduzidos nos simuladores de computador e para que possam ser obtidos dados mais precisos e concretos sobre o aglomerado de estrelas do Universo. De acordo com os modelos atuais para as nuvens gigantes de poeira e gás, as estrelas formadas podem desmoronar em pequenos pedaços que se fundem e formam um “cluster” pesado.
Esta é uma descoberta muito importante que irá decerto afetar a forma como os observações de “clusters” é feita.
Fonte: National Geographic
Este artigo foi nos indicado por um dos nossos leitores (Tiago Costa), a ele o nosso obrigado pela colaboração com o FCiências. Poderá também sugerir-nos um artigo através do endereço [email protected] ou Contactos.
