O “The Grand Design” é um livro publicado no dia 7 de setembro de 2010 e que se debruça sobre a Natureza e a origem do Universo. Este livro apresenta ideias como a de que o nosso Universo é apenas um de entre muitos outros, de que o matemático Pitágoras não terá inventado o teorema de Pitágoras, ficam aqui mais oito teorias muito interessantes e curiosas. Este livro foi escrito em parceria com o físico Leonard Mlodinow.
1. O passado é uma possibilidade
De acordo com os autores, uma consequência da teoria quântica é que um evento passado que não foi observado, não aconteceu de uma forma definitiva. Ou seja, em vez disso esse evento aconteceu de todas as formas possíveis. Isto está também relacionado com o modelo probabilístico da natureza da matéria e energia que são revelados pela teoria quântica. A não ser que as coisas sejam forçadas a acontecer de uma determinada forma por interferência externa, todos os eventos vão passar por um estado de incerteza (modelo probabilístico).
Exemplo:
Se tudo o que sabemos é que uma partícula viajou de A para B então não é verdade que a partícula percorreu apenas um único caminho pelo que nós não sabemos qual é. Então a verdade é que a partícula percorreu todos os caminhos possíveis para ir de A para B.
Os autores resumem ainda que não importa o quão profundo vai a nossa observação do presente, passado (aquilo que não foi observado) ou futuro a verdade é que a observação é ocorre por tempo indeterminado e só existe como meras possibilidades.
2. A potência da luz
Apenas 1 watt de luz negra é capaz de produzir [latex]1\times10^{18}[/latex] de fotões por segundo. Os fotões são pequenos pacotes de luz que são responsáveis pela propagação da mesma. Estes apresentam propriedades eletromagnéticas e mecânicas, como partículas.
3. Teoria do tudo
Caso exista uma teoria do tudo, essa será sem dúvida a teoria M, segundo os autores. Esta teoria M é uma versão da teoria das cordas que postula que o estado de menor energia de todas as partículas fundamentais se resume a vibrações de cordas com frequências diferentes. Se isto for verdade, toda a energia e matéria se rege por estas teorias.
“Teoria M é o único modelo que tem todas as características que nós pensamos para uma teoria final”, escrevem os autores.
Outra realidade que daqui advém é a existência de incontáveis Universos primos e vizinhos do nosso que possuam propriedades e leis físicas diferentes.
4. Relatividade Geral
Quando se pensa na teoria da relatividade de Einstein, muitas são as pessoas que associam apenas a validade dos seus postulados a grandes objetos como galáxias e buracos negros. Bem, isto não é verdade. Os autores destacam que as consequências da curvatura espaço-tempo afetam objetos e o mundo que nos rodeia.
Se as concepções de relatividade geral não fossem tidas em conta nos sistemas de GPS, todos os dias iríamos acrescentar erros de 10km às localizações por este sistema de localização. isto acontece porque o tempo tende a fluir mais lentamente quanto mais próximo de um corpo de elevada massa. É por isso que os satélite movem-se com velocidades ligeiramente diferentes como forma de compensar este desvio.
5. O peixe oprimido
Imaginemos um peixe dentro de um pequeno aquário de vidro em forma de tigela, a curvatura leva a que o peixe tenha concepções distorcidas da realidade, mas por não saber da existência de um aquário curvo assume o que vê como a realidade. O mesmo pode ser transposto para o nosso mundo e para a nossa realidade. Nada nos garante que não possamos estar a viver uma realidade alterada tal como o peixe.
6. Pitágoras roubou a ideia
O famoso teorema de Pitágoras, desde logo foi atribuído ao filósofo e matemático grego Pitágoras. No entanto, escavações recente mostram placas em que a expressão geral deste teorema é apresentada, por exemplo, os babilónicos possuem gravações deste teorema muito antes de Pitágoras.
7. Os quarks nunca estão sozinhos
Os quarks que constituem por exemplo os protões e neutrões nunca se encontram sozinhos, isto porque quanto maior é a distância entre dois quarks maior é a força que os aproxima e portanto impossibilita a existência de quarks livres.
8. O criador do Universo
Uma das ideias mais presente em todo o livro é o fato de não ser necessário uma concepção divina para explicar o aparecimento do Universo. As leis da ciência tendem a explicar a sua formação admitindo que o tempo é mais uma dimensão como o espaço e portanto não possuí início.
Estas são algumas das temáticas abordadas no livro e que apesar de serem de difícil compreensão, com um pouco de abstração e desformatação de ideias pré-concebidas é possível perceber o alcance destas questões.
FONTE: MNN
