Este projeto foi levado a cabo por investigadores coreanos da Universidade Nacional de Seoul na Coreia do Sul e consiste na criação de uma pele para robôs capaz de simular o tato humano. A equipa liderada por Kahp-Yang Suh criou uma combinação de milagres de pêlos nanométricos que simulam as características do pêlo.
A invenção recorre a sensores de toque extremamente sensíveis que permite ao robô detectar as mais pequenas vibrações que possam ocorrer no meio envolvente. Esta ideia surgiu após investigação com células presentes no cabelo e nos órgãos humanos, responsáveis por interpretar os sinais elétricos enviados pelo cérebro.
Os pêlos artificiais com 50nm são capazes de responder a forças de torção e curvar-se caso uma força externa seja exercida. O contato entre cada um destes nanométricos pêlos gera uma corrente elétrica que é identificada por sensores capazes de perceber se houve uma alteração no meio envolvente. O resultado desta análise é obtido em tempo real através de um computador.
A – Fotografia de uma rede de 64 pêlos nanométricos com uma área total de 8x5cm2; B – Esquema do circuito elétrico, sendo que Rs simboliza a resistência elétrica de cada um dos pêlos; C e D – Fotografia de uma placa; E – Esquema de cores que representa a áreas de maior sensibilidade.O material é altamente sensível a mínimas perturbações e os cientistas como forma de comprovarem a eficiência de tal invenção submeteram o projeto a mais de 10 mil ciclos de testes. Os testes revelaram que o material é capaz de percepcionar a queda de uma gota numa placa hidrofóbica e até mesmo a força envolvida nos batimentos cardíacos.
Os cientistas pretendem que esta invenção seja usada no desenvolvimento de prótese artificiais de modo a puder simular o máximo possível e com a melhor precisão a sensibilidade humana. Além disso, poderá ser usada em robôs de modo a que esses possam adquiri capacidades sensitivas mais apuradas e puderem lidar com materiais sensíveis.
Fonte: Nature
