As telas flexíveis são, sem qualquer dúvida, uma das maiores preocupações da indústria dos ecrãs nos dias que correm. Existem várias tecnologias que estão a ser desenvolvidas com o intuito de conseguir lançar no mercado este tipo de tecnologias a um preço suportável pela maioria dos consumidores. Uma dessas tecnologias é a OLED que é um acrónimo inglês que significa díodo orgânico emissor de luz.
Esta tecnologia já usada em alguns dispositivos como a PS Vita pois apresenta uma grande vantagem que é o fato de produzir luz própria. Bem isto seria fantástico se assim fosse, pois não seria necessário alimentar as telas, no entanto a emissão de luz por parte dos díodos requer a excitação por eletrões que fazem com que o ecrã funcione. Estas cargas elétricas são conseguidas à custa de uma bateria ou uma outra qualquer fonte de energia elétrica, aliás como já acontece com qualquer equipamento elétrico. O fato de estes díodos conseguirem produzir luz própria faz com que seja possível obter imagens e cores mais reais e com maior definição.
O OLED é bastante fino e pode ser usado em materiais que até então não eram usados na construção de telas, como finas folhas de alumínio. Assim é possível obter um ecrã fino e maleável como uma folha de papel.
O ” se não” desta tecnologia é o fato de serem necessário condutores que sejam capazes de fornecer as cargas necessárias ao funcionamento do OLED. Estes condutores podem ser conseguidos através de dois métodos.
Método 1
Esta é a técnica mais usada, inclusive pela Samsung. Esta técnica consiste em ligar os OLED a condutores não orgânicos de forma a que a corrente elétrica possa passar. O problema é que os condutores usados (normalmente metálicos) aquecem muito com a utilização e derretem o plástico, destruindo a tela. para resolver esse problema, os fabricantes recorrem a uma mistura de plástico e vidro que é posteriormente tratada de modo a conferir de novo propriedades flexíveis à tela.
Método 2
Este segundo método é mais recente e foi levado a cabo pela HP Labs, a alteração ocorreu ao nível do tipo de condutores usados, em que os velos condutores metálicos foram trocados por condutores de silicone. Assim o problema do aquecimento por parte dos condutores ficou resolvido, desta forma é possível construir telas de OLED feitas plástico flexível e resistente.
O grande obstáculo desta tecnologia, e que é um obstáculo comum aos dois métodos apresentados acima, é o fato de ser necessário infra-estruturas caras e materiais caros para o fabrico destes condutores que possam satisfazer as condições necessárias ao funcionamento dos OLEDs. Isto iria encarecer muito os produtos com este tipo de tecnologia e diminuir o público alvo devido aos elevados preços praticados.
Portanto a solução está subjacente apenas à desenvoltura de condutores capazes de conferir as características pretendidas e a um preço acessível.
Fonte: Economist
