Duas espécies dizem-se isótopos de apresentam mesmo número atómico e diferem no número de massa, ou seja, apresentam maior ou menor número de neutrões em comparação com o isótopo desse elementos que é mais estável e que portanto figura na tabela periódica.

Isótopos de carbono (12, 13 e 14)
No caso do carbono existem inúmero isótopos, sendo que os mais famosos vão do 8 até 22. Sendo que estes número correspondem exactamente ao número de massa do isótopo em questão. Sendo que os isótopos mais abundantes e mais importantes são o 11, 12, 13 e 14. O facto de serem os isótopos mais importantes deve-se ao facto dos seus tempos de semi-vida serem grandes e portanto quadunam-se com o tempo de vida do Homem e com as suas necessidades. Os isótopo 12 e 13 são estáveis, mas no caso do 11 o tempo de semi-vida é de aproximadamente 20 minutos e o 14 cerca de 5700 anos.

Imagem obtida de PET
O carbono-12 por ser um isótopo estável e por ser o mais abundante está envolvido em toda a química orgânica, e na maioria dos processos químicos. Já o isótopo de carbono-14 é usado na datação radioactiva, em que é possível determinar a idade de certos compostos orgânicos e inorgânicos através da medição da actividade deste isótopo. O isótopo de carbono-13 é usado nas ressonâncias magnéticas. Já o isótopo 11 é usado nos chamados PET (Tomografia por emissão de positrões) pois apresenta um tempo de semi-vida na ordem dos 20 minutos e portanto é possível injectar estes radionuclídeos e estas desintegram-se emitindo positrões que são posteriormente detectados.
Henrique Fernandes
Este artigo responde à questão 3 da parte I da Avaliação A1 de Biofísica I do dia 17 de Novembro de 2005.
