Para determinar a constante de Plank podemos recorrer a um determinado LED (díodo emissor de luz), em que a energia de cada fotão emitido pelo LED é dada por [latex]E=h.\nu[/latex]. em que [latex]\nu[/latex] é a frequência da radiação, e h é a constante de Plank.
A curva característica de um LED (U em função de I – U=f(I)) é uma curva exponencial, no entanto aproxima-se da linearidade para certos valores I, sendo que nesta situação passa-se a comportar como um componente eléctrico não puramente resistivo, e sendo assim obedece à lei [latex]U=\epsilon_{0}+r’_{i}.I[/latex], em que o [latex]\epsilon_{0}[/latex] (ordenada na origem) é a força contra-electromotriz que corresponde à energia por unidade de carga que é convertida em luz.
Se multiplicarmos o [latex]\epsilon_{0}[/latex] (energia por unidade de carga) pela carga obtemos a energia de um fotão, e portanto podemos ter a igualdade, [latex]E=e.\epsilon_{0}[/latex]. Igualando isto á expressão [latex]E=h.\nu[/latex], temos que [latex]e.\epsilon_{0}=h.\nu[/latex] (“e” é o valor da carga eléctrica elementar – electrão).
Aplicando esta fórmula e resolvendo-a em ordem a [latex]\epsilon_{0}[/latex], temos que [latex]\epsilon_{0}=\frac{h}{e}.\nu[/latex]. Podemos medir o valor de [latex]\epsilon_{0}[/latex] recorrendo a um voltímetro e sabemos facilmente o valor da frequência ([latex]\nu[/latex]), se dividirmos a velocidade da luz pelo comprimento de onda da radiação. Traçamos um gráfico e o declive é precisamente h/e, como o valor da carga do electrão é conhecido podemos saber assim o valor da constante de Plank.
Toto este mecanismo baseia-se no efeito fotoeléctrico.
Henrique Fernandes baseado em http://www.fc.up.pt/pessoas/psimeao/FOCO/Calculadoras_e_sensores/Trabalhos_1serie_2009/Constante%20de%20Planck.pdf
