Dou por mim na mais vulgar das ruas da minha vida. Está preenchida pelo mesmo movimento de todos os dias, toda a gente com os mesmos gestos de sempre, a mesma fugacidade. Os meus gestos repetem-se, como um filme que passa todos os dias e já ninguém mais vê, pois já sabem qual o seu desenlace. Mas por detrás da tela visível, algo se desenrola e não é possível descortinar ao olhar desatento das almas que me envolvem. Este desconhecido, exige uma distração de tudo o que nos rodeia.
Este desconhecido é cada um de nós. Cada traço, cada gesto, cada emoção, cada passo, cada respiração. E são tão imperceptíveis…
M.A.

