Olho lá para fora, e vejo os frágeis ramos serem importunados pelo vento.
Como dançam! Ora subtilmente, ora ferozmente; acompanhando a melodia do vento. Uma dança harmoniosa.
As folhas desafiam o vento, e este, instigado, persegue-as, tenta levar a dança ao infinito, tentando torná-la intemporal.
Mas, eventualmente, o vento ficará exausto e não mais desafiará as folhas.
E assim, estas descansarão e ficarão sós, numa dança melancólica, reservada a si próprias….
M.A.


