O Animal em Destaque desta semana é o tubarão-serra, assim chamados por possuírem o maxilar superior alongado em forma de uma longa lâmina estreita, com dentes alternadamente grandes e mais pequenos de cada lado e periodicamente substituídos. Na base desta lâmina, nascem dois grandes barbilhos. Estes tubarões compõem a Ordem dos Pristiophoriformes e estão divididos em dois géneros: Pilotrema (tubarões-serra com 6 fendas branquiais) e Pristiophorus (com 5 fendas branquiais). Dos primeiros só existe uma espécie, o Pliotrema warreni (que habita as águas subtropicais do Oceano Índico ocidental), enquanto dos últimos existem 6 espécies.
Curiosamente, não possuem barbatanas anais, tendo duas barbatanas dorsais. Certas espécies podem alcançar 1,70 m de comprimento. Cada espécie tem um habitat específico, por exemplo o Pristiophorus japonicus encontrado nas águas em redor do Japão, China e Coreia. Porém possuem uma dieta mais ou menos geral, que incluí chocos, lulas, peixes e crustáceos. As restantes espécies podem ser encontradas nas águas da Austrália e nas Bahamas.
Estes predadores fazem uso da sua lâmina serrada para atacar e ferir as suas presas, enquanto vasculham os fundos marinhos. As mais desafortunadas não conseguem escapar ao movimento lateral da lâmina do tubarão serra. Usando os barbilhos e a lâmina, conseguem detectar o campo eléctrico das células nervosas das suas presas, sendo fácil localiza-las.
Podem ser facilmente confundidos com os peixes-serra, mas são na realidade espécies muito diferentes. Enquanto tubarão-serra é um tubarão, o peixe-serra não passa duma raia. Este também não possui os barbilhos que são característicos do tubarão-serra.
E é tudo por hoje, até para a próxima semana!
Luís M. Tavares




