Hoje no espaço Saúde vamos debruçar-nos um pouco mais sobre a colheita de COVID-19, como ela é realizada, até onde é introduzida a zaragatoa, entre outros pormenores e dúvidas que possam estar relacionadas com a doença COVID-19 e, desta forma, vamos tentar esclarecer todas as dúvidas que ainda possam pairar nas cabeças dos nossos leitores.
Que testes estão disponíveis atualmente para deteção da doença COVID?
Testes Moleculares de Amplificação de Ácidos Nucleicos (PCR)
- São o método de eleição para diagnóstico e rastreio e confirmação da presença do vírus SARS-CoV-2 que é o atual vírus responsável pela doença COVID.
- Este teste é realizado através de amostras recolhidas com uma zaragatoa, na região do nariz e/ou garganta.
- O resultado é conhecido normalmente num prazo de 24 horas após prescrição.
Testes Rápidos de Antigénio (TRAg)
- São testes de proximidade cujos resultados são conhecidos após 15 a 30 minutos após a sua realização.
- A introdução da zaragatoa é semelhante ao teste de PCR.
Autotestes
- São testes rápidos de antigénio de baixa complexidade e que permitem a sua utilização por pessoas que não são profissionais de saúde ou outros profissionais habilitados.
- Onde se podem comprar autotestes?
- Os TRAg, na modalidade de autotestes, podem ser adquiridos em farmácias e parafarmácias, supermercados e hipermercados e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica
Testes serológicos
- São testes que avaliam se a pessoa tem anticorpos específicos para o COVID-19.
- Não são utilizados para diagnóstico da doença COVID-19.
Para que servem estes testes?
Como todos nós já estamos habituados, estes testes devem ser realizados e interpretados com uma finalidade clínica e de saúde pública para:
- Diagnóstico da COVID-19 em:
- doentes com suspeita da doença
- contactos de alto e baixo risco com caso confirmado de doença
- Rastreios em:
- contextos comunitários ou ocupacionais
- populações vulneráveis
- unidades de saúde
- contexto profissional
- medida de proteção da saúde pública
Qual é o teste habitualmente usado para diagnosticar COVID-19?
Para que não surjam mais dúvidas, importa realçar que o principal teste para diagnosticar COVID-19 é o Teste Molecular de Amplificação de Ácidos Nucleicos.
Em situação de surto devem ser, preferencialmente, realizados os testes rápidos para reduzir o tempo de obtenção de resultados e implementar as medidas necessárias.
Em que situação realizamos o teste rápido?
Os testes rápidos são utilizados nos primeiros 5 dias de sintomas (inclusive) em doentes sem critérios de internamento, em doentes com sintomas e com critérios de internamento, por indisponibilidade dos testes moleculares e/ou que não apresentarem resposta em tempo útil, doentes sem sintomas e que tiveram um contacto de alto risco (contacto próximo com um doente com COVID-19), por indisponibilidade dos testes moleculares e/ou que não apresentarem resposta em tempo útil.
Quais são os principais sintomas que nos devem deixar alerta?
- Quadro clínico sugestivo de infeção respiratória aguda com pelo menos um dos seguintes sintomas:
- Tosse de novo ou agravamento da tosse habitual ou associada a cefaleias ou mialgias
- Febre: temperatura ≥ 38.0ºC sem outra causa atribuível
- Dificuldade respiratória/dispneia, sem outra causa atribuível
- Perda total ou parcial do olfato (anosmia), enfraquecimento do paladar (ageusia) e perturbação ou diminuição do paladar (disgeusia) de início súbito
Onde pode realizar o teste da COVID-19?
- Laboratório de referência nacional – Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA)
- Laboratórios hospitalares capacitados para o efeito
- Rede complementar de laboratórios privados
- Outros postos de colheita (como o Drive Thru)
Como são realizados os testes?
- Amostras do nariz e garganta (trato respiratório superior): é recolhida uma amostra de produto (exsudado) nasal (nasofaringe) ou da parte posterior da garganta (orofaringe), ou ambas, usando uma “espécie de cotonete” (zaragatoa)
Figura 1 – Realização de um exsudado nasofaríngeo: procedimento.
Figura 2 – Realização de um exsudado orofaríngeo: procedimento.
Qual a importância de realizarmos os testes?
Os testes permitem que as pessoas possam ter a confirmação se estão, ou não, infetadas e com isto podemos decifrar melhor que são os utentes que necessitam de cuidados, mas também permite tomar as medidas necessárias para travar a propagação da doença, ou seja cumprir o isolamento.
Por outro lado, os testes permitem a deteção e isolamento precoce de casos, reduzir e controlar a transmissão da infeção, prevenir e mitigar o impacto d infeção nos serviços de saúde e populações vulneráveis e monitorizar a evolução da pandemia.
Fontes: SNS 24 – Guias da Saúde – Testes COVID-19
Figuras: 1 2

