O colesterol elevado tem sido um tema cada vez mais atual e preocupante na população portuguesa. A questão primordial relacionada com o colesterol é o facto de desencadear e estar associada a muitas outras doenças com elevado grau de preocupação. Portanto, vamos dar um olho mais atento sobre este assunto neste artigo.
O que é o colesterol?
O colesterol é considerado de uma forma generalizada uma gordura (lípidos).
O organismo necessita de colesterol, dado que muitas células utilizam esse colesterol e também é fundamental para a produção de líquidos digestivos. No entanto, o que tem acontecido na maior parte das pessoas que apresenta hipercolesterolemia (colesterol elevado) é um quantidade excessiva de colesterol depositado no sangue e que pode muito facilmente problemas de saúde conhecidos. Assim, com a prolongada e contínua deposição de colesterol no sangue pode desencadear bloqueio das artérias e, consequentemente desencadear ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e más circulação. Isto por o colesterol se deposita nas veias e artérias e impossibilita que o sangue circule de forma normal.
O colesterol é reversível praticando exercício físico, adotar hábitos de alimentação saudáveis pobres em gorduras e, em último recurso, pela ingestão de medicação que diminui o colesterol por dissolução deste nas veias.
Qual a origem do colesterol?
O colesterol provém de duas vias:
- Uma parte do colesterol existente no nosso organismo provém dos alimentos que ingerimos;
- A outra parte é produzida pelo próprio organismo utilizando outras substâncias para o efeitos. Este, muitas das vezes, é fundamental para o metabolismo celular.
Tipos de colesterol
Há vários tipos de colesterol, sendo que os mais importantes são:
- Colesterol LDL (colesterol ruim)
- Colesterol HDL (colesterol bom)
Consequentemente, existe o colesterol total que é a quantidade total dos diversos tipos de colesterol na corrente sanguínea.
O que implica ter colesterol alto?
Relativamente ao colesterol LDL, este considerado o mau, quando por muito tempo em circulação causa o enrijecimento das artérias – aquilo que chamamos de aterosclerose. Esta deposição e acumulação de colesterol (gordura) causa o entupimento das artérias e o sangue começa a apresentar dificuldade em passar pelos vasos entupidos. Às vezes, também pode ocorrer outras complicações como a formação de coágulos sanguíneos nas áreas entupidas e isso bloqueia completamente o fluxo sanguíneo desencadeando, muitas das vezes, enfarte ou acidente vasculares cerebral.

Figura 1 – Acumulação de colesterol nos vasos sanguíneos e posterior obstrução.
Ter níveis elevados de colesterol HDL faz com que a pessoa tenha menos propensão de ter aterosclerose, tendo em conta que este é considerado o bom colesterol e compensa o mau quando em concentrações elevadas, ajudando o desentopimento dos vasos sanguíneos.
Causas do colesterol elevado
Muitas vezes, o organismo de algumas pessoas produz por si só quantidades excessivas de colesterol (aquilo que chamamos de hipercolesterolemia familiar), independentemente do que elas comem.
| Também pode surgir colesterol elevado em pessoas que: |
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NOTA: A pessoa não precisa ser gorda para ter colesterol alto.
Sintomatologia do colesterol alto
O colesterol alto geralmente não causa sintomas. Contudo, em casos graves, a pessoa pode ter: pequenas protuberâncias amareladas na pele causadas por excesso de gordura (xantomas).
Diagnóstico do colesterol alto
Um simples exame de sangue permite avaliar se a pessoa tem colesterol alto. É recomendado fazer exames de colesterol em:
- Crianças entre 9 e 11 anos de idade
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Adultos após os 20 anos de idade
Os adultos devem fazer um exame de colesterol a cada quatro a seis anos.
Tratamento para o colesterol alto
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Figura 2 – Alimentos a evitar para reduzir o colesterol e alimentos que devem ser ingeridos no nosso organismo para normalizar os valores do colesterol.
Fontes: Manual MSD – Versão Saúde para a Família – Colesterol alto, por The Manual’s Editorial Staff; CUF- colesterol; Advance Care à tua saúde – Alimentos que ajudam a baixar o colesterol; Fundação Portuguesa de Cardiologia – Alimentação e colesterol, por Joana Ferreira; consultados no dia 5 de maio de 2019.

