Porquê considerar apenas a existência de um só universo?
Sabe-se muito pouco acerca do nosso “pequeno” universo e muito pouco também acerca das partículas mais pequenas de matéria.
Prevê-se que a densidade média do universo seja de aproximadamente 2×10-26 kg.m-3, ou seja, cerca de 26 ordens de grandeza abaixo da densidade da água. Isto significa que a densidade do universo é praticamente imensurável à nossa escala.
Se considerarmos que cada unidade básica e mais pequena de matéria que nos constitui é um outro Universo, podemos admitir que para ter aquelas dimensões terá de ter uma densidade muito inferior à do “nosso” e, portanto, considerando o seu volume infinitamente pequeno (claro que este infinitamente pequeno é considerando as nossas escalas de medida) admitimos que a sua massa é praticamente nula. Multiplicando uma densidade <<2×10-26 kg.m-3 por um volume não passível de ser medido ainda à escala humana, resultará um valor de massa muito mais pequeno.
Sabendo que a dimensão linear mais pequena que se conhece é o diâmetro do neutrino, que equivale a 10-24 m, e admitindo que esses universos mais pequenos que estariam alojados nas partículas mais pequenas de matéria tinham aproximadamente a densidade do nosso universo, então a ordem de grandeza da massa dessas partículas seria aproximadamente -50 (kg). Como é óbvio, uma massa tão pequena como esta não poderá ser medida com a tecnologia existente actualmente.
Sendo assim, e admitindo esta linha de pensamento, o nosso universo poderá constituir uma partícula semelhante a um neutrino de um corpo pertencente a um outro universo superior a nós.
Considerando que a partícula conhecida mais pequena é o neutrino (10-24 m de diâmetro), e que o nosso universo terá uma dimensão de aproximadamente 1024 m, então a relação entre universos seria de 48 ordens de grandeza.
Ou seja, um Universo (como o nosso) contém infinitos universos 48 ordens de grandeza mais pequenos e está contido num outro 48 ordens de grandeza maior e com mais infinitos universos do mesmo tamanho.
Note-se que este infinito que usei neste último parágrafo não é realmente infinito no sentido literal da palavra, pois existe um número finito de partículas em cada universo, no entanto esse número de partículas é astronómico como poderão facilmente compreender.
Sendo assim não teremos um universo infinito, mas sim uma infinidade de universos finitos. Podemos fazer analogia com as famosas bonecas Matrioshka…


