Tao Jiang e seus colaboradores publicaram um trabalho na revista científica Frontiers in Human Neuroscience, em 2016, onde reportam o seu estudo sobre as respostas neurológicas que justificam que algumas pessoas odeiem queijo.
O estudo
Apesar de não existir uma relação entre doença e o facto de não gostar ou odiar um dado alimento, também é difícil encontrar um alimento que seja detestado por toda a gente. Porém, enquanto que o queijo é uma alimento de que muita gente gosta, pode ser considerado detestável por algumas pessoas. Na verdade, o queijo foi escolhido porque existe uma grande percentagem de indivíduos que detestam queijo comparativamente a qualquer outro alimento.
Os participantes deste estudo foram sujeitos a exames de ressonância magnética funcional que revelaram um aumento da atividade cerebral na zona interna e externa do glóbulo pálido e na substância negra dos núcleos da base quando os indivíduos apresentavam aversão a comer queijo. Este aumento é significativo quando comparamos com indivíduos que gostam de comer queijo.
Conclusão
Os autores sugerem que os núcleos da base, que estão comummente envolvidos no processo de recompensa, estão também associados a comportamentos de aversão. Além disso, o circuito principal do processo de recompensa, no ventral pallidum, está desativados em indivíduos que detestam queijo, mostrando uma supressão do circuito motivacional associado a essa ação (neste caso comer queijo).
Fonte: Royet J-P, Meunier D, Torquet N, Mouly A-M, Jiang T. The Neural Bases of Disgust for Cheese: An fMRI Study. Frontiers in Human Neuroscience. 2016;10:511. doi:10.3389/fnhum.2016.00511.



