A Ametista-enganadora (Laccaria amethystina) é um pequeno e colorido cogumelo, que costuma crescer em florestas decíduas (árvores de folha caduca) e coníferas (gimnospérmicas). Recebeu o nome “ametista-enganadora” devido à cor violeta brilhante que possui, já o termo “enganadora” foi atribuido pelo seguinte facto. À medida que o cogumelo envelhece e seca, a sua cor vai desvanencedo tornando mais difícil a identificação desta espécie de fungo. Este nome, enganador, também costuma ser dado a outras espécie de fungos, pertencentes ao género Laccaria, como L. laccata, cuja cor também desvanesce com o tempo. Ambas espécies partilham o mesmo território nas florestas tropicais da América Central e do Sul. Mas L. laccata surge mais em regiões temperadas do norte.

Os cogumelos da ametista-enganadora são conhecida pela sua cor lilás intensa, quando estão muito húmidos. Autora: Marianna Maniscalco.
O chapéu do cogumelo da ametista-enganadora tem cerca de 1-6 cm de diâmetro. Inicialmente tem uma forma convexa, mas depois começa a a achatar e fica mais liso, com uma pequena depressão central sobre a estipe. Com a humidade, possui uma cor lilás profunda e brilhante, que como disse anteriormente, desaparece quando seca.
A estipe tem a mesma cor que o píleo (o chapéu). Tem um aspecto fibroso e oco e relativamente resistente ao toque. Costuma ter 0,6-7 cm de comprimento e um diâmetro de 0,1-0,7 cm. As lamelas, que se encontram por debaixo do píleo, também têm uma coloração lilás e estão muitas vezes distanciadas umas das outras. As lamelas estão também muitas vezes cobertas por esporos brancos.

Imagem de microscópio electrónico dos esporos desta espécie de fungo. Autora: Annabel.
Os esporos da ametista-enganadora são esféricos e hialinos, e ainda possuem uns espinhos pontiagudos relativamente compridos, tendo em conta o tamanho do esporo. Os esporos têm cerca de 7-10 μm de diâmetro.

As lamelas de L. amethystina são bem espaçadas como se observa na imagem. É possivel observar também que este espécimen já se encontra algo seco, devido à sua cor mais esbatida. Autor: Jörg Hempel.
A ametista-enganadora é nativa da maior parte de zonas temperadas como a Europa, a Ásia, a América Central e do Sul, e a região este da América do Norte. Tem uma associação do tipo micorriza com as raízes de árvores presentes no seu habitat. É comum esta espécie de fungo desenvolver-se em árvores da ordem Fagales, que inclui nogueiras, sobreiros ou faias. Já na América Central e do Sul, está mais associado a carvalhos, também pertencentes à ordem previamente mencionada. O cogumelo desenvolve-se normalmente entre o fim do Verão e o início do Inverno.
Micorriza é uma associação simbiótica entre o fungo como o hospedeiro. Normalmente costuma ser uma relação mutualista, isto é benéifca, onde por exemplo, as hifas da ametista-enganadora ajudam as raízes das árvores a absorver mais facilmente água e as árvores fornecem carboidratos essenciais e úteis ao fungo, visto que este não realiza fotossíntese.

Nesta fotografia, é possível observar o aspecto achatado da cabeça, com a pequena depressão central. Autor: Gary Mason.
Estudos demonstraram que L. amethystina é um “fungo de amónia”, um classificação ecológica utilizada para se referir a fungos que crescem abundantemente nos solos após a adição de amónia, ou de outros compostos azotados.
Apesar de ser um fungo comestível, como muitos outros membros do mesmo género, só que geralmente não é considerado como uma boa escolha. Normalmente não são tóxicos, mas em solos muito poluídos com arsénico, sabe-se que espécies do género Laccaria fazem uma bioacumulação bastante elevada desse elemento, tornando pouco seguro o seu consumo.
Fonte: Wikipedia

