A rã-voadora-de-wallace (Rhacophorus nigropalmatus) é um anfíbio especial, também conhecido como rã-paraquedas, devido à membrana que possui entre os dedos que atuam como um para-quedas, permitindo que a rã se desloque através do ar, evitando possíveis predadores. Habita as densas florestas tropicais da Malásia e do Bornéu. Recebeu o seu nome do biólogo, Alfred R. Wallace, que colleccionou o primeiro espécimen a ser identificado formalmente.

Rã-voadora-de-wallace. Autor: Poorichote Chootipan
A rã-voadora-de-wallace é uma espécie exclusivamente arbórea, apenas descendo para o solo durante a época de reprodução, para o acasalamento e colocar ovos.
Esta espécie faz uso das suas capacidades aéreas para fugir de predadores ou à procura de presas (principalmente insectos), saltando de um ramo ramos e estendendo os seus membros, “voando” para o chão ou para outro ramo, podendo percorrer cerca de 15 m ou mais de distância. Os seus grandes dedos auxiliam posteriormente numa aterragem mais suave e permitem a adesão ao tronco de árvores.

Rã-voadora-de-wallace a “voar”. Fonte
A rã-voadora-de-wallace não é a única rã que desenvolveu este método de vôo, mas é a maior, podendo chegar a ter 10 cm de comprimento. As cor escura que possuem na suas membranas interdigitais permitem distingui-las de outros anfíbios aéreos.
Possuem uma cor verde-brilhante com lados laterais de cor amarela.

Rã-voadora-wallace. Fonte
They are generally bright green with yellow sides and grow to about 4 inches (10 centimeters). They survive mainly on insects.
Atualmente, a população mundial desta espécie está estável, graças ao estatuto especial que têm em certas localidades. Porém estão dependentes de depressões nos solos deixadas pelos quase extintos rinocerontes-asiáticos, que acumulam água das chuvas e são essenciais para o acasalamento e para a colocação de ovos. Assim a diminuição das espécies de rinocerontes pode afectar negativamente as rãs-voadoras-de-wallace.
Fonte: Wikipedia, National Geographic

