A lagosta-boxeadora (Odontodactylus scyllarus) é um crustáceo marinho pertencente à ordem Stomatopoda, do qual fazem parte mais de 450 espécies de estomatopódes, lagostas com apêndices em forma de lâmina ou em forma de bola, como a lagosta boxeadora. Esta espécie é um dos maiores e mais coloridos estomatópodes que existem e é nativa na região Indo-Pacífica, desde o Guam até à África oriental.

É possível de observar os apêndices rombos da lagosta boxeadora nesta imagem. Autor: Silke Baron.
Pode chegar a ter 3-18 cm de comprimento. Possuem principalmente uma coloração verde, com membros alaranjados e manchas na carapaça anterior. Possuem a habilidade de ver luz polarizada circularmente, o que levou a estudos sobre o mecanismo que opera nos seus olhos e se este pode ser replicado para ser utilizado na leitura de CDs e de outros aparelhos de armazenamento de informação óptica.
A lagosta-boxeadora constroi túneis em forma de U, debaixo de substrato solto na base de recifes de corais, que podem chegar a ter 3 a 40 m de profundidade. É para este túnel que muitas vezes traz as presas que mata ou imobiliza. Captura preferencialmente gastrópodes, crustáceos e bivalves e esmurraça repetitivamente até ter acesso ao tecido mole para se alimentar.

Vista lateral da lagosta-boxeadora. Autor: Roy L. Caldwell
São capazes de enfiar um murro a uma velocidade superior aos 80 km/h. Este é o murro mais rápido anotado de qualquer animal existente, com mais de 1500 N de força. A superfície dos seus apêndices que desferem os punhos são cobertos com uma camada extremamente densa de hidroxiopatite, disposta de uma maneira muito resistente à possibilidade de fracturar.
O murro é tão rápido que formam bolhas de cavitação entre o alvo e o apêndice; estas bolhas ao colapsarem libertam ondas de choque capazes de atordoar ou matar as suas presas. Desta forma, as presas sofrem dois ataques, o murro inicial e o colapso da bolha.

A lagosta-boxeadora é mais próxima das lagostras que dos camarões, apesar de terem um aspecto semelhante. Autor: Jens Peterson.
São animais perigosos de se manter em aquários pois os seus murros são capazes de partir o vidro . Mas devido à sua coloração são espécimens bonitos para se ter em colecções ou como animais de estimação. Outra desvantagem é o facto de serem predadores vorazes que podem alimentar-se doutros animais presentes no tanque ou capazes de danificar os objectos e o coral dentro do aquário.
Fonte: Wikipedia (1), (2)

