Os Pirilampos são escaravelhos pertencentes à família Lampyridae. A maior parte das espécies pertencente a esta família de insetos noturnos, são alados e é esta característica que os distingue de outros insetos luminescentes, também pertencentes a esta família. Existem cerca de 2 000 espécies de piralampos.
Vivem numa variedade de ambientes quentes, incluindo regiões mais temperadas de quase todo o mundo. Tendem a surgir durante o anoitecer de verão. Os pirilampos habitam regiões humidas, como pântanos ou florestas que retenham mais facilmente a humidade, perto de lagos e águas paradas. Um adulto vive cerca de dois meses e pode chegar a medir 2,5 cm.
Possuem órgãos luminosos localizados no seu abdómen. Os insectos usam o óxigénio que inspiram e dentro das células desses orgãos, esse oxigénio é combinado com a luciferina. A enzima luciferase, também presente nas células, realiza a reação de descarboxilação oxidativa da luciferina, levando à libertação de energia luminosa, com muito pouca libertação de calor.
A sua luz é normalmente intermitente, e cada espécie apresenta padrões luminosos únicos. Cada padrão intermitente é um sinal ótico que pode ajudar os pirilampos a encontrar um potencial companheiro. Os cientistas ainda não sabem como é que os pirlampos regulam a sua bioluminescência (o ligar e o desligar). A luz também serve como um mecanismo de defesa, avisando potenciais predadores do seu horrível sabor. Visto que as próprias larvas também apresentam bioluminescência, acredita-se que também serve o mesmo propósito anterior.
Para além dos sinais luminosos, sabe-se que os pirilampos também comunicam via feromonas.
As fêmeas depositam os seus ovos no solo, onde eventualmente as larvas irão maturar até se tornarem adultas. As larvas subterrâneas alimentam-se de vermes e minhocas, através do uso de um fluído paralisante.
Os adultos evitam presas e perferem-se alimentar de néctar ou pólen, apesar de haver casos de adultos que não se alimentam de nada ao certo.
Fonte: National Geographic, Wikipedia



