A crisina, 5,7-dihidroxiflavona segundo a nomenclatura da IUPAC, é uma flavona que se encontra presente no mel, própolis e em flores do maracujá (Passiflora caerulea e Passiflora incarnata). Embora usada como componente em suplementos dietários e em medicamentos, não há informação suficiente sobre os efeitos benéficos do seu consumo.
Propriedades fisico-químicas
A crisina é uma dihidroxiflavona (uma classe de flavonóides), com fórmula química C15H10O4 e massa molar 254,241 g mol-1. Trata-se de um sólido com pontos de fusão e de ebulição aos 285,5 ºC e 491,91 ºC, respectivamente, e uma solubilidade em água de 84 mg / L (25 ºC).
Ocorrência na Natureza
A crisina é componente de várias plantas medicinais (e.g. Scutellaria baicalensis). Esta pode ser encontrada nas flores de maracujá, em Oroxylum indicum, cenouras, camomila, vários frutos e em alguns cogumelos (e.g. Pleurotus ostreatus e Lactarius deliciosus). Esta flavona é extraída de diversas plantas, incluindo Passiflora caerulea. Este composto também pode ser encontrado no mel e em própolis. A sua concentração no mel de diversas flores é de cerca de 0,2 mg / 100 g. No entanto, a sua concentração em própolis é maior, podendo atingir 28 g / L. Dada a sua baixa biodisponibilidade e elevada solubilidade, quando consumida por via oral, a crisina é fracamente absorvida e rapidamente excretada.
