Nós, humanos, emitimos inúmeros compostos voláteis orgânicos (VCOs) através da respiração e da pele. A natureza desses compostos e respetiva taxa de emissão depende de vários fatores, incluindo o estado emocional. Estudos anteriores, onde foram medidos os VCOs e o dióxido de carbono no cinema, mostraram uma relação entre a produção destes compostos e as reações da audiência em relação a eventos particulares do filme.
Com base nesse procedimento, foi avaliada a relação entre a emissão de múltiplos VCOs e dióxido de carbono em diversos filmes com diferentes classificações etárias (0, 6, 12 e 16 anos).
Os dados foram então analisados através de um modelo random forest, mas não foram encontradas relações entre os compostos produzidos e todas as classes etárias dos filmes. Não obstante, os investigadores encontraram uma relação promissora para o caso do isoprene. A produção do isopreno consegue prever, com fiabilidade, as faixas etárias 0, 6 e 12 anos para filmes de diferentes géneros e para audiências de diversas idades.
Os investigadores terminam sugerindo que a emissão de isopreno por pessoa pode ser um indicador valioso na classificação etárias dos filmes. Tratar-se-ia, por tanto, de um método alternativo, objetivo e métrico de proceder a tal classificação.
Fonte: Stönner, C., Edtbauer, A., Derstroff, B., Bourtsoukidis, E., Klüpfel, T., Wicker, J., & Williams, J. (2018). Proof of concept study: Testing human volatile organic compounds as tools for age classification of films. PLOS ONE, 13(10), e0203044. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0203044

