O rearranjo dienona-fenol é uma reacção de química orgânica que corresponde, tal como o nome indica, à conversão de dienonas nas moléculas de fenol substituídas correspondentes. Esta reacção fora reportada pela primeira vez em 1921 por Auwers e Ziegler. Um exemplo comum deste tipo de rearranjos é o da conversão, na presença de ácido, da ciclohexadienona 4,4-disubstituída no fenol 3,4-disubstituído, mais estável.

É possível obter-se um rearranjo similar com a ciclohexadienona 2,2-disubstituída.

Mecanismo da reacção
Segue-se o mecanismo da reacção do rearranjo de ciclohexadienonas 4,4-disubstituídas em fenol 3,4-disubstituído:

A tendência dos dois grupos R- presentes tanto a 4,4 como a 2,2 migrarem pode ser determinada comparando-se a estabilidade relativa do carbocatião intermediário formado aquando do rearranjo. Quando a reacção é promovida por ácido, as tendências de migração de alguns grupos substituintes são as seguintes: COOEt > Fenilo (ou alquilo); Fenilo > Metilo; Vinilo > Metilo; Metilo > Alcoxi; Alcoxi > Fenilo. Em alguns casos, tais como para os grupos alilo ou benzilo, a molécula sofre antes um rearranjo de Cope. Além da conversão catalisada por ácido, o rearranjo dienona-fenol pode também ser possível na presença de base. Este tipo de rearranjo é relevante em síntese química, especialmente na síntese de esteróides, bem como hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (e.g. antraceno, fenantreno).
Fonte: Wikipédia

