A Apple já havia anunciado o desenvolvimento do seu próprio processador, baseado em ARM, para equipar os seus Macs – Apple M1. Na semana passada, em mais um evento Apple, a empresa anunciou o lançamento deste novo processador que equipará, para já, novos Mac mini, MacBook Air e MacBook Pro 13”.
Alguns utilizadores já deverão estar a receber os primeiros equipamentos ao longo desta semana, uma vez que a venda destes produtos iniciou-se precisamente depois do evento ter terminado.
O desenvolvimento deste novo processador é um ponto de viragem no mundo dos Macs e levará a um período de transição dos Macs baseados em processadores Intel para estes novos Apple Silicon. Esta mudança deve-se a uma profunda reformulação e mudança de arquitectura. Ao contrário dos processadores da Intel e AMD que se baseiam em arquitecturas semelhantes permitindo rodar os mesmos sistemas operativos e programas, o Apple M1 têm um arquitectura diferente que não suporta os programas atualmente disponíveis para os Macs Intel. Consequentemente, a Apple incluiu também o software Rosetta 2 que ajudará neste período de transição, permitindo que as aplicações que correm nos Macs atuais possam também funcionar nos novos Macs com M1.

O novo chip da Apple
Este novo chip da Apple conta um design já conhecido dos chips que equipam os iPads e iPhones. O M1 conta com uma arquitectura de 5 nm, 8 núcleos de processamento (CPU), 8 núcleos de processamento gráfico (GPU), 16 núcleos para cálculo Neural Engine, o chip de segurança e ainda a memória RAM diretamente acessível e partilhada por todos os elementos.

O M1 foi pensado para conseguir entregar a máxima performance com o mínimo consumo de energia possível. Consequentemente, os novos MacBooks poderão ter autonomias até 20 horas e com performances superiores aos atuais equipamentos equipados com processadores Intel.
É um passo arriscado da Apple que tenta agora apresentar computadores numa vertente totalmente diferente. Resta agora esperar pelos primeiros testes para comprovar a verdadeira performance destes novos processadores. Além disso, será também importante ver como e quanto tempo demorarão os desenvolvedores a adaptarem o código das suas aplicações para funcionarem nativamente nesta nova arquitectura.
Será esta uma nova resolução no mundo da computação, dando mais força aos processadores baseados em ARM?

