Um grupo de investigadores, liderado por G. Yosipovitch, levou a cabo um estudo sobre o prazer relacionado com o coçar de uma comichão.
O acto de coçar um prurido (comichão) é percebido pelo nosso cérebro como algo agradável. No entanto, até à publicação deste trabalho, nunca havia sido analisada a influência do prazer obtido durante o acto de coçar e o aliviar da comichão. Por isso mesmo, neste trabalho, os investigadores avaliaram a percepção de prazer e respectivo sentimento de alívio da comichão em pruridos sentidos em 3 regiões diferentes do corpo humano.

Método
A comichão foi induzida no antebraço, tornozelo e costas usando espículas de couro de vaca em 18 indivíduos saudáveis.
As regiões do corpo supracitadas foram arranhadas por um investigador com uma escova de citologia imediatamente após a indução da coceira.
A intensidade da coceira com e sem coçar nesses locais e o grau de prazer do acto de coçar foram registradas através da avaliação da escala visual analógica em intervalos de 30 segundos.
Resultados
A intensidade da comichão e os níveis de prazer após coçar foram muito superiores para o caso do tornozelo e das costas, em detrimento do antebraço. No caso do antebraço e do tornozelo, quando maior a comichão e respectiva intensidade do coçar, maior foram os níveis de prazeres sentidos pelos voluntários.
Estes resultados mostraram que existem diferenças topográficas no que diz respeito à intensidade das comichões, efectividade do coçar e os respectivo níveis de prazer associados. Por exemplo, a comichão é sentida mais intensamente no tornozelo, mas a comichão das costas é mais facilmente atenuada através do coçar.
Fonte: bin Saif, G. , Papoiu, A. , Banari, L. , McGlone, F. , Kwatra, S. , Chan, Y. and Yosipovitch, G. (2012), The pleasurability of scratching an itch: a psychophysical and topographical assessment. British Journal of Dermatology, 166: 981-985. doi:10.1111/j.1365-2133.2012.10826.x
Imagens: 1
