O urso-malaio (Helarctos malayanus), também conhecido como urso-do-sol, é uma espécie de pequeno urso que habita as florestas de baixa altitude do sudeste asiático. É a espécie mais pequena de urso na família Ursidae. Pode viver até aos 25 anos no seu habitat selvagem.

A mancha clara que lhe deu o nome Urso-do-sol é bastante visível nesta foto. Autor: Ryan E. Poplin.
Pode ser encontrado desde a China meridional até à Indonésia, passando pela Índia oriental. Cunhou o nome urso-do-sol devido à mancha branca ou amarelada que possui no seu peito. De acordo com as lendas, esta mancha representa o sol nascente. O seu pêlo preto é curto de forma a impedir que sobre-aqueça devido ao clima tropical. Porém é também espesso o suficiente e áspero para proteger o urso de ramos e chuva.
O urso-malaio pode chegar a ter apenas cerca de metade do tamanho de um urso-negro-americano. Um indivíduo adulto pode chegar a ter 120-150 cm de comprimento e pesar 27-80 kg. Os machos são 10-20% maiores que as fêmeas.
As garras do urso-malaio são de grandes dimensões (podem ter cerca de 10 cm), curvadas e pontiagudas. As suas patas não possuem pêlo, acredita-se que tal é uma adaptação para trepar às árvores. Assim o tamanho e estatura do urso auxilia a espécie a ter um estilo de vida arbóreo. Já foram observados a montar plataformas nas árvores usando ramos e folhas, para passar a noite.
Apesar de ser também conhecido como urso-do-sol, este omnívoro é na realidade noctívago. Durante a noite, tornam-se activos e começam a farejar e procurar por frutas, bagas, raízes, insectos, pássaros pequenos, lagartos e roedores. Possuem um sentido de olfacto bastante apurado e fazem uso das suas garras para abrir a casca da árvores e ninhos de térmitas. Também possuem uma língua bastante comprida com que extraem o mel das colmeias de abelhas. Sendo assim também conhecidos por urso-do-mel.

Foto de um indivíduo no zoo de Xangai. Autor: J. Patrick Fischer.
Reprodução do Urso-malaio
Pouco se sabe em relação à vida social destes ursos. A pouca informação que existe sugere que são monógamos. As progenitoras criam ninhos terrestres onde dão à luz a uma ou duas crias indefesas e cegas. Chegou mesmo a ser testemunhado as progenitoras a caminha sobre as patas traseiras, com as crias no colo, com as patas dianteiras. Algo extremamente raro nos ursos.
Ao fim de dois meses, as crias conseguem começar-se a mover. Ao fim de quatro, elas são desmamadas pela mãe, porém só ao fim de mais de dois anos é que a progenitora se separa das suas crias.

É um mamífero tímido e solitário, adaptado a uma vida nas árvores. Autor: Siew Te Wong, Thye Lim Tee, and Lin May Chiew, BSBCC
Conservação da espécie
A atual classificação da espécie é “Vulnerável”. A informação disponível em relação à sua conservação é escassa, devido ao habitat e à natureza tímida do urso-malaio. Porém, o grau elevado de desflorestação do seu habitat, combinado com a caça furtiva, tem baixado tremendamente os números da espécie. Caçadores matam-os pelo seu pêlo, partes do corpo, ou simplesmente por serem uma praga para plantações agrícolas. As fêmeas muitas vezes também são mortas de forma a roubarem as suas crias para serem domesticadas.
Fonte: Wikipedia, National Geographic

