O processod de Mond, também conhecido por processo do carbonilo, é uma técnica criada por Ludwig Mond em 1890 para extrair e purificar níquel. Este processo foi usado para fins comerciais até ao final do século XIX.
Príncipio base
O processo de Mond baseia-se na conversão de óxidos de níquel a níquel puro. Monóxido de carbono reage com níquel de forma rápida e reversível, originando tetracarbonil-níquel. Nenhum outro elemento reage desta forma nas condições usadas neste processo. O processo divide-se em 3 passos:
- O óxido de níquel reage com gás de síntese (uma mistura de gases resultante da combustão incompleta de combustíveis sólidos) a 200 ºC, originando níquel, juntamente com impurezas de ferro e cobalto.
NiO(s) + H2(s) → Ni(s) + H2O(g)
- O níquel impuro reage depois com monóxido de carbono a 50-60 ºC, formando carbonil-níquel gasoso enquanto as impurezas se mantêm em estado sólido
Ni(s) + 4 CO(g) → Ni(CO)4(g)
- A mistura de carbonil-níquel e gás de síntese é por fim aquecida a 220-250 ºC, resultando na decomposição do carbonil-niquel a níquel sólido e monóxido de carbono.
Ni(CO)4(g) → Ni(s) + 4 CO(g)
Os passos 2 e 3 são ilustram uma reacção química de transporte: o monóxido de carbono reage com o níquel formando um complexo volátil que se decompõe e origina os reagentes iniciais quando exposto a altas temperaturas. Pellets de níquel podem ser formadas deixando cair pequenos pedaços de níquel quentes no carbonilo gasoso; o gás decompõe-se e camadas de níquel depositam-se sobre os pedaços de metal quente.
Outras aplicações
O processo de Mond também pode ser usado para a deposição de níquel sobre outros metais, especialmente quando o objecto metálico tem formas complexas. Os metais são aquecidos e expostos ao gás de carbonilo, o qual se decompõe e deposita uma fina camada de níquel sobre o metal. Embora seja eficiente, a toxicidade deste gás limita a aplicabilidade desta técnica em larga escala.
Fonte: Wikipédia

