Hoje o tema do Espaço Saúde vai abordar uma glândula muito importante do nosso organismo designada de tireóide. Assim, o que vos trago hoje é uma inflamação desta glândula designada de Hashimoto. Descobre mais sobre esta patologia!

Figura 1 – Tireoidite de Hashimoto – esquema.
Sobre tireoidite de Hashimoto
A tireoidite de Hashimoto é uma inflamação crónica autoimune da glândula da tiróide em que normalmente ocorre infiltração linfocitária, ou seja, de um grupo de células pertencentes à classe dos glóbulos brancos designadas de linfócitos. Os achados clínicos incluem um aumento indolor da tiróide associado a sintomas de hipotiroidismo. O diagnóstico desta patologia é realizado com base em elevados títulos dos anticorpos peroxidase tireoidiana.
Tireoidite de Hashimoto – etiologia
A tireoidite de Hashimoto tem sido considerada a principal causa de hipotiroidismo primário, sendo encontrada mais frequentemente nas mulheres. A incidência desta patologia aumenta com a idade do paciente, nomeadamente se estes apresentarem alterações ou distúrbios cromossómicos, como por exemplo síndrome de Down, síndrome de Turner e síndrome de Klinefelter. É comum nesta patologia observar-se histórico familiar de desordens da tireóide.
Tireoidite de Hashimoto está, muitas das vezes, associada a outras desordens autoimunes e com o aumento da incidência de tumores da tiróide, raramente linfomas tireoidianos. Na presente patologia observa-se uma extensa infiltração de linfócitos com folículos linfóides e cicatrizes.
Sintomatologia da tireoidite de Hashimoto
Os pacientes portadores desta patologia apresentam um aumento indolor da tiróide ou uma protuberância na zona da garganta. Os exames clínicos revelam bócio não doloroso, liso ou nodular, firme ou elástico comparativamente com as características da tiróide normal.
Existem ainda alguns pacientes que apresentam sintomas de hipotireoidismo e, mais raramente, de hipertireodismo.
Diagnóstico da tireoidite de Hashimoto
Para a realização do diagnóstico, analisam-se o seguintes indicadores laboratoriais:
- Tiroxina (T4);
- Hormona estimulatória da tireóide (TSH);
- Autoanticorpos da tireóide;
- Ultrasonografia da tireóide.

Figura 2 – Representação da produção das principais hormonas doseáveis em laboratório pela tireóide e que são as responsáveis pelo diagnóstico da tireoidite de Hashimoto.
O principal teste consiste no doseamento da T4, TSH e dos autoanticorpos da tireóide. Numa fase inicial da doença, os níveis de T4 e TSH são normais e há um aumento dos níveis de anticorpos peroxidase tireoidianos e uma diminuição menos comum dos anticorpos antitireoglobulina.
A ultradonografia da tireóide deve ser realizada apenas se forem detetados nódulos durante a apalpação da zona do pescoço. A ultrasonografia habitualmente revela que o tecido tireoideu tem heterogeineidade, textura com
Os testes para outras desordens autoimunes são realizados quando existem manifestações clínicas evidentes.
Tratamento da tireoidite de Hashimoto
O tratamento da tireoidite de Hashimoto é realizado com base na reposição de hormonas tireoideias.
Ocasionalmente, o hipotiroidismo associado é transitório, no entanto, em alguns casos, os paciente necessitam fazerem longos períodos ou até mesmo a vida toda de reposição de hormonas da tireóide.
Em último caso e em casos mais severos faz-se a remoção total da tireóide.

Figura 2 – Representação esquemática da remoção cirúrgica da tireóide.
Fontes: Manual MSD – Hashimoto Thyroiditis, Hipotireoidismo na criança: diagnóstico e tratamento, Carcinoma papilífero da tireoide associado à tireoidite de Hashimoto

