Nos últimos anos, temos vindo a assistir a um aumento dos estudos científicos relacionados com os gritos ou grunhidos proferidos durante a prática de desporto, com principal foco no ténis. Porém, hoje vamos analisar uma publicação que reporta o estudo dos gritos durante a prática do karate.
O estudo
Um grupo de investigadores do departamento de psicologia da Universidade do Havai, nos EUA, e da Universidade da Colombia Britânica, no Canadá, mediu a força aplicada pelos golpes de karate quando o atleta gritava e quando proferia o mesmo golpe sem gritar.
Além disso, os investigadores também avaliaram os níveis de distracção dos adversários quando o atleta executa o golpe gritando ou em silêncio.
Os resultados
Em termos gerais, a investigação sugere que o grito é vantajoso para gerar um golpe com maior força comparativamente com a mesma execução em silêncio.
Adicionalmente, os resultados mostraram que o grito exerce também um papel distractor sobre o adversário que é alvo do golpe de karate.

Gráfico que mostra a força-g média aplicada quando o golpe é executado juntamente com um grito (preto) ou em silêncio (cinza).
Será o “grito” uma forma de batota?
Os autores não concorda com a classificação do grito como uma forma de batota, uma vez que se trata de uma resposta biológica do organismo para ser capaz de imprimir mais força numa determinada acção. Apesar destas evidências, ainda não foram avançados as principais explicações fisiológicas para este fenómeno.
Fonte: Sinnett S, Maglinti C, Kingstone A (2018) Grunting’s competitive advantage: Considerations of force and distraction. PLOS ONE 13(2): e0192939.https://doi.org/10.1371/journal.pone.0192939


