Um artigo publicado na revista científica “Science”, em 2010, por Toshiyuki Nakagaki e seus colaboradores dá a conhecer uma forma de projetar mapas ferroviários ou rodoviários para cidades usando o bolor limoso (Physarum polycephalum).
As vias de transporte são algo comum tanto ao nível social (cidades e outras localidades) como em termos biológicos. O desenho de vias de transporte envolve um compromisso entre o custo da sua produção, a eficiência de transporte e a probabilidade de falharem. A solução proposta pelos autores é usar as vias biológicas para projetar mapas de transporte social, uma vez que as vias biológicas já sofreram um processo de melhoramento e aperfeiçoamento muito grande ao longo dos milhares de anos de evolução e seleção natural.

(C) Corresponde ao modelo obtido pelo crescimento do fungo e (D) ao mapa ferroviário da cidade de Tóquio
Para comprovarem esta teoria, os investigadores mostraram que o bolor limoso é capaz de crescer de forma a originar caminhos que se coadunam com a eficiência, custo e taxa de falha requerida nas construções sociais. Este estudo foi corroborado pela observação deste fungo numa caixa com a forma da cidade de Tóquio, sendo que as redes criadas foram comparadas com as redes de transportes já existentes na cidade.
O objetivo é retirar padrões matemáticos da forma como estes bolores crescem e aplicar esse conhecimento no desenvolvimento de outras vias de transporte de uma forma mais eficiente.
Fonte: Tero, A., Takagi, S., Saigusa, T., Ito, K., Bebber, D. P., Fricker, M. D., . . . Nakagaki, T. (2010). Rules for Biologically Inspired Adaptive Network Design. Science, 327(5964), 439-442. doi:10.1126/science.1177894


