Mycena chlorophos é uma espécie de fungo agárico, pertencente à família Mycenaceae. Como fungo agárico que é, possui um píleo (cabeça) que facilmente se distingue da sua estipe (a parte semelhante a um tronco). A característica mais interessante de Mycena chlorophos é que os seus cogumelos são bioluminescentes e emitem uma pálida luz verde. Foi descrito pela primeira vez em 1860 por Miles Berkeley e Moses Ashley Curtis. É encontrado na Ásia subtropical, incluindo no Japão, Taiwan, Polinésia, Indonésia e no Sri Lanka. Também pode ser encontrado na Austrália e no Brasil.

No escuro, Mycena chlorophos apresenta bioluminescência verde. Autor: Steve Axford.
Os cogumelos de Mycena chlorophos possuem um pálido chapéu cinzento-acastanhado que pode chegar a ter 30 mm em diâmetro. O formato pode ser cónico ou achatado (quanto maior o diâmetro, mais achatado será). As estipes podem ter um comprimento de 6-30 mm e uma grossura de 1 mm. Possui pequenos pêlos sobre a sua superfície e é pegajoso ao toque. Debaixo do píleo (chapéu) encontram-se as lamelas que libertam os esporos e têm um cheiro intenso a amónia. O píleo e as lamelas são bastante bioluminescentes, enquanto o micélio e as estipes destes fungos quase não possuem nenhuma luminescência, ou mesmo nenhuma. Eles surgem em ambientes florestais, sob restos de madeira, como troncos, ramos ou paus mortos. Os esporos são brancos, macios, aproximadamente elípticos e medem 7-8,5 por 5-6 μm.

Os cogumelos desta espécie de fungo têm um aspecto gelatinoso e uma cor cinzento-acastanhado. Autor: Ray Palmer.
No Japão, Mycena chlorophos é conhecido como yakoh-take, isto é, cogumelo-de-luz-nocturna, em português.
Esta espécie de fungo consegue ser cultivada e maturada em condições laboratoriais. As condições de crescimento, e como estas afetam a bioluminescência, têm sido estudadas. Outras espécies pertencentes ao género Mycena, como M. discobasis e M. marginata são também bioluminescentes. A bioluminescência permanece durante cerca de 3 dias, a uma temperatura de 21 ºC. Passado este período, deixa de ser observável a olho nu.

Os píleos e as lamelas apresentam maior bioluminescência, que as estipes e o micélio. Fonte: Wikipedia.
No Japão, Mycena chlorophos é conhecido como yakoh-take. Já nas ilhas Bonin, onde também é encontrado, chamam-lhe o “Pepe Verde”. O fungo necessita de uma determinada gama de humidade para formar cogumelos e pode variar dependendo do local. Na ilha de Hachijo, estes só surgem na época das chuvas em Junho/Julho e Setembro/Outubro, quando a humidade relativa é de 88%. Estudos provaram que se os fungos estiverem muito molhados ficam deformados, enquanto se os cogumelos estiverem em condições muito secas, os píleos fracturam e partem, devido à camada gelatinosa que é quebrada.

As lamelas, escondidas pelos píleos, estão nesta imagem bastante visíveis. É possível ver que têm um aspecto gelatinoso. Autor: Ray Palmer.
No Japão, Mycena chlorophos está a tornar-se cada ver mais escasso devido à diminuição do seu habitat natural. Mas nos restantes locais continuam a ser encontrados, não se tendo, no entanto noção da estatística.
Fonte: Wikipedia.

