Este foi um estudo levado a cabo por Evelyne Debey et al. e que procurou perceber quais as diferenças entre a eficiência e frequência da mentira em indivíduos com diferentes idades.
Metodologia
Neste estudo foi considerada uma larga amostras, mais concretamente 1005 indivíduos com idades compreendidas entre os 6 e os 77 anos de idade. A estes indivíduos foi questionada a frequência com que mentem, mas também foi feito um teste em tempo real baseado no engano para perceber a eficiência com que mentem.
Resultados
Uma análise rápida dos resultados mostra que a eficiência da mentira melhora ao longo da infância, atingindo o auge nos jovens adultos. A partir deste momento, a sua eficiência começa a diminuir com o avançar da idade. Adicionalmente, a frequência com que as mentiras são usadas pelos indivíduos segue a mesma tendência, ou seja, aumenta durante a infância, atingindo o pico para os jovens adultos. Para os adultos, a frequência tende a diminuir com o avançar da idade.
Conclusão
Parece haver uma tendência em forma de U para os comportamentos inibitórios de controlo do indivíduo, tendência esta que depende da sua idade.
Os investigadores querem generalizar e criar um padrão de comportamento que será útil para perceber se um indivíduo está a mentir ou não. Concluíram que adultos tendem a ser facilmente apanhados nas suas mentiras, enquanto que os jovens adultos terão uma maior destreza para mentir.
Fonte: Evelyne Debey et al., “From junior to senior Pinocchio: A cross-sectional lifespan investigation of deception“, Acta Psychologica 160 (2015) 58–68 DOI: dx.doi.org/10.1016/j.actpsy.2015.06.007


