O pitão-birmanês (Python bivitattus) é uma serpente constrítora de enormes proporções. Capaz de crescer rapidamente e com um bonito padrão de cores, o que, aliado a uma disposição dócil, tornou-a bastante famosa como animal de estimação. O pitão-birmanês é a maior serpente no planeta. Tem normalmente cerca de 3,7 m de comprimento e pesar até 30 kg. Mas existem indivíduos, embora mais raros que possam ter mais de 4 m de comprimento e pesar mais de 30 kg.

Um exemplar desta espécie em cativeiro, na Flórida. Autor: Dolovis.
Espécie nativa das selvas e pântanos verdes do sudeste asiático, o pitão-birmanês é um predador ápex. Este carnívoro é um excelente nadador e consegue ficar submergido quase 30 minutos, até ficar com falta de ar. Alimenta-se principalmente de pequenos mamífers e pássaros. Apesar da sua má visão, estes répteis possuem receptores químicos na sua língua e sensores térmicos ao longo das mandíbulas o que lhes permite seguir e encontrar as suas presas. Desta forma conseguem caçar bem durante a noite. Eles matam as suas presas por constrição, envolvendo-as no seu corpo e cortando a circulação do sangue em orgãos-chave, provocando a morte. Depois, o pitão engole a sua presa inteira (através de ligamentos elásticos nas mandíbulas). Posteriormente, ficará bastante tempo a digeri-la. Indivíduos adultos conseguem mesmo devorar cabras ou porcos.

Esta espécie de serpente constritora apresenta um famoso padrão colorido considerado bastante bonito. Autora: Mariluna.
O pitão-birmanês é um animal solitário e apenas são vistas com indivíduos da mesma espécie, durante o acasalmente, na primavera. As fêmeas podem chegar a depositar até cerca de 100 ovos, que depois incubarão por 2-3 meses. Para manter os ovos quentes, a progenitora contrai continuamente ou treme os seus músculos.

Pitões-birmanesas com variações de cor, são bastante comuns. Autor: Mark J. Andrews II.
As crias e jovens adultos passam a maior parte do seu tempo na copa das árvores. Mas à medida que maturam e o seu tamanho e pesa aumenta cada vez mais, elas abandonam as árvores e permanecem no solo. É uma espécie que apresenta dimorfismo sexual, onde as fêmeas são ligeiramente mais pesadas e maiores que os machos.
Apesar de ser um animal vulnerável, o pitão-birmanês também é uma espécie invasiva!

Pitão a lutar com um aligátor, na Flórida, EUA. Autor: Lori Oberhofer, USGS.
É um animal considerado vulnerável, devido à destruição do seu habitat, captura de indivíduos para a indústria dos animais de estimação e a caça por carne/peles para venda. O pitão-birmanês é uma espécie invasiva na Flórida, onde vários donos com más capacidades abandonaram os seus animais de estimação nos pântanos. Eles têm proliferado nos matagais dos EUA, onde chegam mesmo a caçar aligátores. Ataques aos seus donos, alguns mortais, também não são incomuns.
Fonte: Wikipedia, National Geographic

