A salamandra-tigre (Ambystoma tigrinum) é uma espécie de anfíbio que apresenta riscas semelhantes aquelas que os tigres exibem, daí terem o mesmo nome. A salamandra-tigre possui a maior distribuição geográfica, comparativamente com outros anfíbios, podendo ser encontrada na maior parte da América do Norte (presente na maior parte dos EUA, no Sul Canadiano e no Este Mexicano).
Possuem uma cor acastanhado com riscas/manchas amarelas espalhadas ao longo do corpo. Porém a sua cor base é na realidade esverdeada ou acinzentada e existem mesmo indivíduos que não possuem nem manchas amarelas ou nem marcas castanhas. A salamandra-tigre possui um corpo grosso, pernas pequenas e caudas compridas, havendo indivíduos que conseguem chegar a ter 35 cm de comprimento, sendo então a maior salamandra terrestre existente no mundo (o comprimento médio das salamandras-tigre é 15,2-20,3 cm). Pesam em média 126 g.
Habitam tocas profundas (podem alcançar os 60 cm de profundidade), perto de lagos, lagoas ou ribeiros com pouco movimento. As salamandra-tigre são das poucas salamandras que conseguem sobreviver ao clima árido do interior da América do Norte. Em média, vivem 10-16 anos.

A salamandra-tigre tanto pode apresentar manchas ou riscas laterais como um tigre. Autor: Glenn Bartolotti
Estes carnívoros são predadores muito eficazes. Quando chega a noite a salamandra-tigre abandona a toca e alimenta-se de vermes, minhocas, insectos, sapos e até mesmo de outras salamandras.
Desflorestação, poluição e a diminuição do nível do pH das lagoas onde se reproduzem está a afectar a sua distribuição. Certos vírus também estão a contribuir para o aumento da mortalidade dos indivíduos desta espécie. Mas os números de indivíduos das populações ainda é grande o suficiente para o estado a conservação desta espécie ser pouco preocupante.
É também um anfíbio muito famoso como animal de estimação.
Fonte: Wikipedia, National Geographic


