Um artigo publicado na Science dá a saber a mais recente inovação no âmbito da impressão de objetos 3D. A ideia é construir os objetos de forma contínua e não passo a passo, por camadas, como acontece com as atuais impressoras.

Imagem da impressora 3D com interface líquida contínua. Operação de produção do objeto representado a uma taxa de 500 mm de objeto por hora.
Os autores afirmam que esta tecnologia permite obter objetos com maior resolução e mais perfeitas. Estamos a falar de uma técnica que opera em tornos dos 500 mm de peça por hora, de forma a evitar a deformação por fenómenos de sucção e é capaz de gerar objetos com algumas dezenas de centímetros de tamanho. Em termos de resolução, estamos a falar de pormenores nas peças que podem ser inferior a 100 µm.
Modo de operação
O líquido que servirá de polímero encontra-se sobre uma membrana permeável ao O2 que é mantido em fluxo ascendente de forma a disponibilizá-lo para a reação de polimerização. A polimerização acontece segundo padrões de emissão de radiação UV que são aplicados na zona de interface do líquido com a membrana de vidro. Isto permite polemizar gradualmente os monómeros à medida em que a peça vai ser puxada para cima.

(A) Pormenor da zona onde ainda não ocorreu polimerização (dead zone). Note-se que esta zona é inferior a 100 µm, daí a elevada resolução da técnica.
(B) Efeito da exposição e intensidade da radiação na espessura do polímero.
A imagem abaixo compara os métodos tradicionais usados pelas impressoras 3D (esquerda) com o novo método proposto (direita). Liquid resin corresponde ao líquido não polimerizado, enquanto que Cured resin refere-se ao polímero já sólido.
Este método permite que os objetos possam ser impressos em minutos em vez de horas. Os vídeos abaixo mostram, de forma acelerada, o processo de impressão de duas peças distintas.
Fonte: Science


