Nos últimos anos vários grupos de investigação descobriram, em ratos, que é possível reverter os efeitos do envelhecimento em múltiplos tecidos tais como o coração, o cérebro, a medula espinhal entre outros, injectando sangue dos animais mais novos, em animais de idade mais avançada.

Fonte: Science
Foi descoberto no ano passado um fator de crescimento que se pensa ser em parte responsável por estes efeitos. Esse fator, growth differentiation factor 11 (GDF11), é uma proteína responsável pela atividade das células estaminais, produzida de forma natural no nosso organismo cuja produção diminui com a idade.
Estas descobertas resultam de uma onda de estudos efetuados na última década em que os investigadores ligaram os sistemas circulatórios de um rato novo e de um rato velho e estudaram o seu efeito nos tecidos. Esta técnica é chamada de parabiose e remonta há 150 anos.
Num outro estudo, foram injetados ratos com GDF11 e verificou-se um crescimento de novos vasos sanguíneos e de neurónios olfativos no cérebro do rato, levando-o a obter um olfato mais apurado. Nos músculos e no cérebro, o GDF11 levou à reativação das células estaminais, que posteriormente se diferenciam em tecidos adultos.
Até ao momento existem apenas 2 formas que demonstraram de forma efetiva serem capazes de atrasar ou reverter os efeitos do envelhecimento – a rapamicina e a restrição calórica. Uma investigadora do centro de células estaminais da Universidade de Harvard, Amy Wagers, afirma que o GDF11 poderá ser mais seguro que um medicamento uma vez que se encontra naturalmente no organismo humano. Isso leva à necessidade de grandes quantidades de proteína, o que acarreta custos elevados. Uma alternativa pode passar por usar uma molécula diferente que atue diretamente na via do GDF11.
De momento já existe potencial tratamento alternativo, que se trata da injeção de plasma de ratos mais novos. Uma vez que o plasma é já dado de forma routineira aos pacientes, não seria necessário aprovação por parte das entidades de saúde, ao contrário dos testes com o GDF11.
Estaremos na presença do elixir da juventude?
Fonte: Science

