O Krill (Euphausiacea) é uma espécie de zooplâncton, que pode medir cerca de 5 cm em comprimento. Estes crustáceos parecem camarões em ponto pequeno e fazem parte da base da cadeia alimentar global marinha. Eles alimentam-se de fitoplâncton, algas unicelulares que andam à deriva na superfície do oceano, realizando a fotossíntese à custa dos raios solares e do dióxido de carbono presente na água. Existem em todos os oceanos do mundo.
Esta ordem de organismos encontram-se na base da cadeia alimentar, como já foi referido, e por sua vez o krill compõem a dieta de centenas de animais, desde baleias, peixes e até aves. Sem o krill, por exemplo, a maior parte dos seres vivos na Antártida iria desaparecer.
Infelizmente, recentes estudos indicam que a população destes invertebrados do nosso Pólo Sul, tenha descido para os 80% desde os anos 70. Julga-se que esta descida se deva especialmente ao degelo polar, esta perda nas calotes polares afecta grandemente o fitoplâncton das águas.
Conhecem-se cerca de 85 espécies de krill, dentro destas o krill-antárctico (Euphausia superba) é a maior. Estima-se que o número existentes de indivíduos seja entre os 125 milhões de toneladas até 6 bilhiões de toneladas, nas águas em redor do Pólo Sul. Em certa altura do ano, estas espécies tornam-se gregárias e juntam-se de tal forma que a água ganha uma cor rosada e opaca (pode chegar a ser vista do espaço).
Conseguem viver até aos 10 anos de idade, algo incrível para um ser tão pequeno e que serve de alimento para muitas espécies de seres-vivos. O Krill-antárctico de forma a evitar predadores, passa os dias nas profundezas geladas do oceano (cerca de 100 m de profundidade). É durante a noite que ascendem à superfície do mar, à procura de fitoplâncton.
Fonte: Wikipedia, National Geographic



