No laboratório lavar o material não é tão simples como lavar a louça em casa, existem algumas regras e cuidados a ter. Estes cuidados são especialmente importantes porque material mal lavado pode influenciar bastante os trabalhos e experiencias realizados, especialmente em análises químicas (medições de pH, conductividade, etc), pois costuman ser procedimentos muito sensíveis a pequenas alterações.
Normalmente é mais fácil lavar o material logo após este ser usado, evitando a formação de resíduos difíceis de remover.
Os processos descritos a seguir são apenas o básico, podendo ter de se aplicar processos específicos, dependendo da natureza da experiência.
Para lavar alguns químicos mais comuns:
– Soluções solúveis em água (como sal, ou açúcar) –
Passar o material por água desionizada 4-5 vezes .
– Soluções insolúveis em água (soluções tendo como solvente compostos orgânicos como o hexano, ou clorofórmio) –
Passar 2-3 por etanol ou acetona e depois 3-4 vexes por água desionizada.
– Ácidos e Bases fortes –
Dentro de uma hotte lavar com grandes quantidades de água da torneira (caso exista uma grande quantidade de ácido ou base é conveniente neutraliza-lo primeiro, de modo a não danificar a canalização e para evitar reacções exotérmicas com a água). Para finalizar, lavar 3-4 vezes com água desionizada.
– Ácidos fracos –
Lavar 3-4 vezes com água desionizada.
– Bases fracas –
Lavar meticulosamente com água da torneira e depois passar 3-4 vezes por água desionizada.
Para lavar algum material de vidro mais específico:
– Material usado em química orgânica –
Lavar o material com o solvente apropriado para os compostos utilizados na experiencia (água desionizada para compostos solúveis em água e etanol para compostos solúveis em etanol, por exemplo). Se necessário esfregar com um escolvilhão para remover resíduos e passar por água da torneira seguida por água desionizada repetidas vezes.
– Buretas –
Lavar com água da torneira (utilizar sabão se necessário) e depois passar por água desionizada 3-4 vezes. As buretas são dos
aparelhos laboratoriais em que a sua limpeza é mais críticas para bons resultados.
– Balões e pipetas volumétricas –
Se necessário esfregar com um escovilhão, usando água da torneira. Passar por água desionizada 3-4 vezes.
Após a lavagem de qualquer material de vidro deve-se deixar secar naturalmente, de modo a não introduzir impurezas (fibras, pó, etc) que possam interferir com os resultados.
Se o material tiver que ser usado depois de ter sido lavado e for necessário que este esteja seco, pode-se passa-lo por 2-3 vezes com acetona, que vai remover toda a água e evaporar rapidamente.


