Foi no ano de 2006 que Shinya Yamanaka, um cientista japonês, criou as células iPS a partir de células da pele. Estas células tornaram-se desde então na promessa da Medicina Regenerativa para a cura e tratamento de doenças. Depois deste marco foram inúmeros os investigadores que investiram o seu trabalho no estudo das células iPS (células semelhantes às embrionárias e que convertem todos os tecidos mesmo que estes não provenham de um embrião).
Dando continuidade ao estudo das células iPS um grupo de investigadores, criou pela primeira vez, um fígado completo e funcional, partindo de pele humana. A investigação teve lugar no Japão. Para a criação do órgão em causa, os cientistas cultivaram células iPS com um cocktail de células do estroma, células endoteliais do cordão umbilical e ainda células mesenquimatosas da medula óssea. Esta etapa teve uma duração compreendida entre quatro a seis dias. Após este período as células começaram-se a estruturar-se num tecido vascularizado e tridimensional. Este órgão que apresentava uma estrutura semelhante a um fígado de um embrião humano foi transplantado para um ratinho. O objectivo era testar se este fígado seria totalmente funcional.

Fonte: zun
Os ratinhos transplantados foram estudados durante seis meses, não tendo sido verificados tumores (um dos riscos a ter em consideração quando se lida com terapia de células embrionárias e com células iPS). Na realidade observou-se que os fígados continuaram a crescer e a funcionar.
Apesar da relevância do presente estudo, o transplante para seres humanos precisa ainda de ser optimizado. No entanto, espera-se que este novo procedimento venha dar origem a órgãos viáveis para serem utilizados em transplantes em menos de uma década.
Fonte: Ciência Hoje

