“Não sei como será a Terceira Guerra Mundial, mas sei como será a Quarta: com paus e pedras”, disse certa vez Albert Einstein — antevendo o potencial destrutivo da então emergente indústria bélica. Bem, talvez não seja muito arriscado levantar uma hipótese também para a Terceira: ela pode ser com lasers!
Pelo menos é o que indica o novo modelo desenvolvido pela Rheinmetall, cujo objetivo é se tornar o suprassumo da artilharia antiaérea. O novo HEL (sigla em inglês para laser de alta energia) demonstrado recentemente na Suiça tornou-se, de acordo com a fabricante, 500% mais efetivo do que a sua versão anterior.
A nova unidade tem potência de 50 quilowatts e é estacionária. O engenho consiste em duas estações, uma de 30 e outra de 20 quilowatts, de forma que os raios produzidos por ambas se sobrepõem para atingir um único objecto Durante as demonstrações, o laser cortou uma chapa de aço com 15 milímetros de espessura a uma distância de um quilómetro.

O novo HEL também derrubou drones (veículos aéreos não tripulados) a uma distância de 2 quilómetros, embora tenha detectado os objetos voadores um quilómetro antes e deslocando-se a 50 metros por segundo. Além disso, a Rheinmetall também afirmou que o engenho é capaz de acertar balas de aço cruzando o ar à mesma velocidade, as quais servem para emular a trajetória de morteiros. Assim como os drones, as balas também foram reduzidas a cinzas.
O sistema tem sido desenvolvido para utilização em uma variada gama de dispositivos contra ataques aéreos, a fim de conter mísseis e morteiros. E há planos para o ano que vem, quando a companhia pretende algo ainda mais poderoso: “Nada deve ficar no caminho do sistema de armamento HEL com saída de 100 quilowatts”, afirmou um “release” de imprensa da Rheinmetall.
Fonte: Defense Update

