Um grupo de investigadores da Universidade da Carolina do Norte realizou um estudo intensivo sobre as espécies que habitam a cicatriz que se forma após o corte do cordão umbilical. Os resultados evidenciam a presença de um verdadeiro ecossistema.

Fonte: Blog Dr. Eduardo Lance
O estudo envolveu a recolha de “habitantes” de umbigos de 60 voluntários, e os resultados foram surpreendentes. Foram encontradas 2368 espécies de bactérias diferentes, das quais 1458 podem ser desconhecidas. O estudo mostrou que os umbigos possuíam entre 29 a 107 espécies diferentes de bactérias, sendo que a média fixou-se nas 67 espécies. Contudo, apenas 10% dos voluntários analisados apresentam uma grande biodiversidade nos seus umbigos.
O mais interessantes foi o habitar de espécies bacteriais que necessitam de condições muito específicas para sobreviverem, como por exemplo, uma bactéria que se encontra normalmente nas calotas polares e fontes hidrotermais. Foi também encontrada uma bactéria que se encontra comummente nos solos do Japão, num indivíduo que nunca tinha pisado tal região.
Apesar das excepções acima descritas, os investigadores verificaram que 70% dos voluntários apresentam 8 espécies em comum e que se encontram que comunidades bastante numerosas.
O grupo de investigadores decidiu alargar a pesquisa a mais umbigos para puder estabelecer relações entre as espécies que habitam os umbigos e alguns fatores sociais do “hospedeiro”. Para além disso, pretendem ainda estabelecer uma relação entre as espécies que habitam os umbigos, o sistema imunológico e a saúde dos portadores destes microorganismos.
Fonte: National Geographic

