Peço desculpa a todos pelo atraso do Animal em Destaque, mas com as aulas isto vai atrasado. Para celebrar a Semana Internacional do Cérebro 2012, decidi convidar o maior invertebrado existente em todo o mundo, a Lula-colossal. Este animal misterioso habita as profundezas do Oceano Antárctico e pode alcançar os 12 a 14 metros, ou comprimentos ainda maior.
Ao contrário das suas primas, as lulas-gigantes, as Mesonychoteuthis hamiltoni (o seu nome científico) possuem ganchos duros nas suas ventosas permitindo uma maior facilidade em prender as suas presas. Os seus olhos podem ser maiores que pratos. Estes orgãos maciços (os maiores do reino animal) permit-lhes detectar objectos nas profundezas abissais, onde poucos animais conseguiriam ver alguma coisa.
Alimenta-se de peixes e de lulas mais pequenas, usando bioluminescência. Os seus olhos são utilizados mais vezes para detecção de predadores, especialmente de cachalotes. Estas baleias apresentam feridas profundas causadas pelos ganchos das lulas. Como todas as outras espécies de lulas, estas possuem dois grandes tentáculos, que usam na alimentação, e outros oito braços para auxiliar na deslocação. As fêmeas também são, normalmente, maiores que os machos da espécies.
As primeiras espécies destas lulas encontradas, foram nos estômagos dos cachalotes ou cadáveres que deram à costa. Só a 22 de Fevereiro de 2007 é que uma espécie foi encontrada acidentalmente e capturada. Este invertebrado foi trazido a bordo, congelado e estimava-se que mediria por volta de 10 metros. Mas análises na Universidade de Tecnologia de Wellington, revelaram que media 4,5 metros (Tendo os seus tentáculos diminuído de tamanho, post mortem) e que pesava 459 Kg. Este espécimen encontra-se em exposição no Museu Nacional da Nova Zelândia Te Papa Tongarewa.
Escolhi esta espécie pois possui dos sistemas nervosos mais longo do mundo e é graças a estes, que controlam sua propulsão a jacto. Os seus axónios podem ter um diâmetro acima dos 1 mm.
Bem, não há muita informação que vos posso fornecer mais sobre o nosso convidado de hoje, visto que são uma espécie muito pouco conhecida e estudada. Espero que tenham gostado e que tenha sido característica para esta semana. Desfrutem de um bom fim-de-semana e próxima sexta-feira haverá outro animal em destaque.
Luís M. Tavares


